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Preguiças evoluíram de grandes mamíferos terrestres para espécies arbóreas atuais

Preguiças modernas descendem de ancestrais de até 350 kg; extinções estão ligadas à chegada dos humanos na América, revela nova pesquisa.

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As preguiças de hoje são pequenas e vivem nas árvores, mas seus ancestrais eram muito maiores e andavam no chão. Uma nova pesquisa mostra que esses ancestrais podiam pesar até 350 kg e que as preguiças se diversificaram em várias linhagens, algumas gigantes, pesando até 1 tonelada. Essa evolução começou há cerca de 35 milhões de anos na América do Sul. A pesquisa, feita por uma equipe internacional, analisou quase 70 gêneros de preguiças, considerando suas características anatômicas e genéticas. Embora muitas preguiças tenham se tornado arbóreas, algumas mantiveram um estilo de vida terrestre. O tamanho das preguiças variou ao longo do tempo, com algumas se tornando menores em períodos quentes e outras maiores quando o clima esfriou. A extinção das preguiças grandes está ligada à chegada dos humanos na América, que se tornaram superpredadores. A pesquisa também sugere que as preguiças atuais se especializaram para viver nas árvores de forma independente, apesar de serem parentes distantes.

As preguiças modernas, que pesam até dez quilos, têm uma história evolutiva surpreendente. Uma nova pesquisa revela que seus ancestrais, que viveram há 35 milhões de anos, eram muito maiores, pesando entre setenta e trezentos e cinquenta quilos. O estudo, publicado na revista *Science*, foi realizado por uma equipe internacional, incluindo os pesquisadores brasileiros Daniel Casali e Max Langer, da Universidade de São Paulo (USP).

Os pesquisadores montaram uma árvore genealógica abrangendo quase setenta gêneros de preguiças. Eles analisaram diferenças anatômicas e genéticas, além de dados fósseis. O grupo das preguiças, conhecido como Folivora, surgiu na América do Sul, que na época era um continente isolado. A diversidade desse grupo foi notável, com linhagens gigantes que pesavam mais de uma tonelada.

Extinções e Superpredadores

A extinção de muitas preguiças durante a Era do Gelo está ligada à chegada dos humanos na América. Casali afirma que a presença do Homo sapiens pode ter sido um fator crucial para o desaparecimento dessas espécies. O estudo sugere que as preguiças evoluíram para tamanhos variados, adaptando-se a diferentes ambientes, desde o solo até as copas das árvores.

Os dados indicam que o tamanho das preguiças se estabilizou entre dezessete e quatorze milhões de anos atrás, quando o clima era mais quente. Com a aridez crescente, surgiram espécies maiores que se adaptaram a novos habitats, como o cerrado e a Patagônia. A origem das preguiças pequenas e arbóreas atuais, pertencentes aos gêneros Bradypus e Choloepus, permanece um mistério, pois não há registros fósseis claros.

Conclusões do Estudo

Os pesquisadores destacam que, apesar das semelhanças na vida arbórea, as preguiças atuais se especializaram de forma convergente, indicando um parentesco distante. A pesquisa revela que a extinção das preguiças de grande porte coincide com a chegada dos humanos, reforçando a ideia de que a atividade humana teve um impacto significativo na fauna da época.

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