O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, está enfrentando críticas por suas nomeações, que parecem favorecer sua etnia, os Yorubas. Atualmente, todos os oito principais cargos do governo são ocupados por pessoas dessa etnia, o que é visto como uma quebra de precedentes. A Nigéria tem mais de 250 grupos étnicos, e a tradição política busca equilibrar as nomeações entre eles para promover a unidade. Desde que assumiu em maio de 2023, Tinubu tem sido acusado de ignorar essa prática, especialmente após escolher um vice-presidente muçulmano do norte, em vez de seguir a tradição de uma chapa mista de muçulmano e cristão. A situação se tornou mais crítica com a recente nomeação de um ex-executivo da Shell para liderar a empresa estatal de petróleo, substituindo um nortista. Anteriormente, presidentes como Goodluck Jonathan e Muhammadu Buhari tinham equipes mais diversificadas. A concentração de Yorubas em cargos-chave é inédita e gera preocupações sobre a inclusão de outras etnias. Tinubu e seus representantes defendem que as nomeações são justas, mas a insatisfação é crescente, inclusive entre membros de seu próprio partido.
O presidente da Nigéria, Bola Tinubu, enfrenta críticas por suas nomeações que favorecem a etnia Yoruba. Desde que assumiu em maio de 2023, todos os oito principais cargos do governo estão ocupados por Yorubas, desafiando a tradição de equilíbrio étnico nas nomeações.
Historicamente, a política nigeriana busca representar suas diversas etnias e religiões nas nomeações presidenciais. A constituição exige representação regional, mas a distribuição de cargos tem seguido convenções que promovem a coesão nacional. A concentração de poder em um único grupo étnico levanta preocupações sobre a unidade do país, que possui mais de 250 etnias, sendo os Hausa-Fulanis, Igbo e Yoruba as mais significativas.
As críticas aumentaram após a recente nomeação de Bayo Ojulari, ex-presidente da Shell, para liderar a Nigerian National Petroleum Company (NNPC), substituindo um nortista. Essa mudança intensificou o debate sobre a falta de diversidade nas principais posições do governo. Anteriormente, presidentes como Goodluck Jonathan e Muhammadu Buhari mantiveram uma distribuição mais equilibrada entre as etnias.
Analistas políticos afirmam que a atual configuração é sem precedentes. O professor Tijjani Naniya destacou que nunca houve uma concentração tão alta de um único grupo étnico em cargos sensíveis na história da Nigéria. A situação gera receios sobre o futuro da democracia no país e a sensação de pertencimento entre as diversas etnias.
A administração de Tinubu, que já foi criticada por não seguir a tradição de bilhete misto entre muçulmanos e cristãos, defende que está sendo justa nas nomeações. Um porta-voz afirmou que todas as regiões estão sendo consideradas, embora dados sobre a distribuição de cargos tenham sido contestados e um post sobre o assunto foi deletado.
Críticos, incluindo membros do próprio partido de Tinubu, a All Progressives Congress, expressam preocupação com a falta de inclusão nas nomeações. Senador Ali Ndume, do norte, descreveu as escolhas do presidente como não representativas da agenda de esperança renovada prometida durante a campanha.
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