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Vignerons do Bugey processam EDF para mudar nome da central nuclear vizinha

Vignerons do Bugey processam a EDF em busca de mudança no nome da central nuclear que prejudica sua imagem. Decisão judicial deve sair em setembro.

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Os vignerons do Bugey estão descontentes com a associação de seus vinhos à central nuclear local, que funciona desde 1965. Eles tentam mudar o nome da central, que poderia ser chamado de Saint-Vulbas ou da planície do Ain, mas as negociações com a EDF não avançam. O presidente do sindicato, Jean-Luc Guillon, menciona que a situação é preocupante, lembrando do impacto negativo que a central do Tricastin teve sobre os vinhos da região. Em 10 de setembro de 2024, o sindicato processou a EDF, mas as conversas continuam sem progresso. Um juiz deve se pronunciar em setembro, e os vignerons temem que uma decisão desfavorável possa afetar outras denominações de origem. Eles acreditam que a proteção de suas marcas é importante e que o nome da central não deve influenciar a venda de energia.

Os vignerons do Bugey estão insatisfeitos com a associação de seus vinhos à central nuclear local, em funcionamento desde mil novecentos e sessenta e cinco. Em busca de uma mudança, o sindicato da categoria processou a Électricité de France (EDF) no dia dez de setembro de dois mil e vinte e quatro. O juiz deve se pronunciar sobre o caso em setembro.

As discussões entre os vignerons e a EDF não têm avançado. O presidente do sindicato, Jean-Luc Guillon, afirmou que a situação é frustrante. Ele recorda os problemas enfrentados pelos vinhos da Coteaux du Tricastin, que tiveram que mudar de nome após incidentes na central do Tricastin em dois mil e oito. “Proteger nossa appellation é essencial, pois ela é anterior à central”, destacou Guillon.

O vice-presidente do sindicato, Régis Bernard, complementou que a EDF defende apenas um nome, enquanto os vignerons lutam por seu meio de produção. A preocupação é que, se perderem a ação, isso possa criar um precedente perigoso para outras appellations. “O direito francês e europeu garante que as appellations não podem ser consideradas domínio público”, afirmou Guillon.

Enquanto aguardam o parecer judicial, os vignerons buscam apoio na indústria para fortalecer sua posição. A expectativa é que a decisão do juiz em setembro possa influenciar não apenas o Bugey, mas também outras regiões vinícolas.

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