Dom Phillips, um jornalista britânico, e Bruno Pereira, um indigenista, foram assassinados em 2022 na Amazônia, o que gerou grande indignação. Após sua morte, foi lançado o livro póstumo de Phillips, intitulado “Como Salvar a Amazônia”. A obra, que reúne esforços de amigos e colaboradores, busca não apenas descrever a destruição da floresta, mas também apresentar soluções para preservá-la. O livro foi escrito em inglês e lançado simultaneamente em português, americano e britânico. Apenas quatro capítulos foram finalizados por Phillips antes de sua morte, e os outros seis foram completados por seus amigos, que revisitaram locais que ele havia pesquisado. O livro destaca a importância de ouvir as comunidades locais e apresenta iniciativas sustentáveis que podem ajudar a proteger a Amazônia. Phillips abordou a relação entre a exploração da floresta e a cultura local, além de criticar a visão de que a preservação ambiental é um atraso econômico, uma ideia que ganhou força durante o governo de Jair Bolsonaro. O livro também discute como as terras indígenas são as áreas mais preservadas da Amazônia e como a educação ambiental é essencial para a transformação econômica na região. A obra é vista como uma homenagem a Phillips e um chamado à ação para defender a Amazônia.
Dom Phillips, jornalista britânico, e Bruno Pereira, indigenista, foram assassinados em 2022 na Amazônia, gerando grande repercussão sobre a proteção da floresta. O livro póstumo de Phillips, “Como Salvar a Amazônia”, foi lançado em 27 de maio de 2025, reunindo a colaboração de amigos e colegas para concluir a obra.
A publicação, que aborda a preservação da Amazônia e a importância de ouvir as comunidades locais, foi finalizada por nove colaboradores. A obra inclui quatro capítulos escritos por Phillips e seis que foram reconstruídos a partir de suas anotações e resumos. A viúva do jornalista, Alessandra Sampaio, destacou que a ideia de retomar o projeto surgiu naturalmente entre os envolvidos.
O livro explora a dinâmica da destruição da Amazônia e propõe soluções para interromper esse processo. Phillips enfatiza que a floresta deve ser vista como um ativo, não como um obstáculo ao progresso. O prefácio e o último capítulo foram escritos por Jonathan Watts, editor global de meio ambiente do The Guardian, que acompanhou o trabalho de reconstrução.
Os colaboradores enfrentaram desafios técnicos para recuperar o material perdido. Dois cadernos de anotações de Phillips foram danificados durante o ataque que resultou em sua morte, mas outros foram recuperados. O livro também destaca a importância das terras indígenas na preservação da floresta, que são mais protegidas do que as unidades de conservação.
Em um dos capítulos, Phillips analisa a invasão garimpeira nas terras dos Ianomâmi em Roraima, enquanto outros abordam iniciativas sustentáveis que podem guiar o desenvolvimento da região. O livro é uma expressão de amor e resistência contra a violência que silencia o jornalismo, além de apoiar aqueles que lutam pela Amazônia.
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