- A final da Champions League de 2022, realizada em 28 de maio no Stade de France, em Paris, teve tumultos que resultaram em 68 prisões e 174 feridos.
- O evento atrasou em 37 minutos devido a problemas de segurança e ingressos falsos.
- No Brasil, a nova lei de julho de 2023 permite o acesso a estádios por biometria, com torcedores passando pelas catracas em três segundos na estreia na arena do Corinthians.
- A interatividade digital nos estádios é discutida, com destaque para a Kings League, que permite que fãs votem em decisões do jogo.
- Especialistas apontam que a Internet das Coisas pode melhorar a experiência do torcedor, mas alertam para a necessidade de não sobrecarregar os fãs com estímulos excessivos.
A UEFA enfrentou um grande tumulto na final da Champions League de 2022, que ocorreu em 28 de maio, no Stade de France, em Paris. O evento, que deveria ser uma celebração do futebol, foi marcado por 37 minutos de atraso e resultou em 68 prisões e 174 feridos devido a tumultos causados por tentativas de invasão. Este incidente levantou questões sobre a segurança e a validade dos ingressos, especialmente em um contexto onde a tecnologia poderia ter mitigado esses problemas.
No Brasil, a situação é diferente, mas igualmente relevante. Em julho de 2023, o país implementou uma nova lei que permite o acesso a estádios por meio de biometria, uma inovação que foi bem recebida pelos torcedores. Na estreia dessa tecnologia na arena do Corinthians, os torcedores conseguiram passar pelas catracas em apenas três segundos. Essa mudança é vista como um passo importante para melhorar a experiência do torcedor, mas também levanta questões sobre a possibilidade de uma maior interatividade digital.
Interatividade Digital e Novas Experiências
A crescente demanda por experiências mais conectadas levou a discussões sobre a interatividade digital nos estádios. Ricardo Fort, consultor em marketing esportivo, acredita que o engajamento dos torcedores deve ser limitado a ligas alternativas, como a Kings League, que permite que fãs votem em decisões do jogo. Essa liga, criada por Gerard Piqué, tem atraído atenção por sua abordagem inovadora, mas Fort não vê espaço para isso em ligas tradicionais.
Enquanto isso, a SportstechX aponta que a América do Norte investiu cerca de US$ 1,1 bilhão em soluções tecnológicas focadas no torcedor, enquanto a Europa destinou apenas 25% desse valor. Fort critica iniciativas como os fan tokens, que falharam em proporcionar uma verdadeira influência aos torcedores, sugerindo que a unificação de serviços poderia ser uma solução mais eficaz.
O Futuro da Experiência do Torcedor
Débora Saldanha, do Atlético-MG, destaca a importância do conceito de “phygital”, que combina experiências físicas e digitais. Ela ressalta que as novas gerações exigem uma interação mais rica, que pode incluir desde desafios no gramado até experiências em tempo real através de aplicativos. No entanto, a infraestrutura de muitos estádios ainda é um desafio, dificultando a implementação de tecnologias mais avançadas.
Alexandre Vasconcellos, da Flashscore, é otimista quanto ao futuro, afirmando que muitos clubes já coletam dados para melhorar a experiência do torcedor. A próxima fronteira é a Internet das Coisas, que pode conectar produtos físicos a ofertas digitais, criando uma experiência mais personalizada. Contudo, é essencial que os clubes evitem sobrecarregar os torcedores com estímulos excessivos, mantendo a essência do que significa torcer.
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