- Ambientalistas processam o governo de Donald Trump em Washington por revogar a Constatação de perigo de 2009, base para regulações de emissões de gases de efeito estufa.
- A ação afirma que a revogação anunciada na semana passada é ilegal e pode beneficiar as companhias petrolíferas.
- Trump disse que a medida reduzirá custos regulatórios e gerará mais de um trilhão de dólares em economias, além de baratear carros novos.
- As organizações envolvidas na ação incluem American Lung Association, Clean Air Council, Union of Concerned Scientists, Sierra Club e Center for Biological Diversity.
- O caso pode chegar à Suprema Corte; o tema está ligado à história da regulação climática nos Estados Unidos desde 2007.
Uma coalizão de grupos ambientalistas e de saúde processou o governo de Donald Trump nesta quarta-feira, 18, em Washington. A ação contesta a revogação da Base de Normas climáticas de 2009, que embasava regulações para reduzir emissões de gases de efeito estufa.
A ação afirma que a decisão anunciada na semana passada é ilegal. Entre os signatários estão a American Lung Association, o Clean Air Council, a Union of Concerned Scientists, o Sierra Club e o Center for Biological Diversity.
David Pettit, advogado do Center for Biological Diversity, disse que o objetivo é impedir que a revogação prejudique o futuro de crianças em nome de benefícios para companhias petrolíferas. Pettit pontuou que a mudança ignora custos à saúde pública.
Trump anunciou em 12 de fevereiro a retirada da decisão de 2009, que classificava seis gases como perigosos à saúde. A administração sustenta que a revogação reduz custos e regulações, prometendo economias superiores a um trilhão de dólares e queda nos preços de carros novos.
Segundo as organizações ambientalistas, os argumentos usados para justificar a revogação já foram examinados e rejeitados pela Justiça. Elas afirmam que a medida fragiliza regras que visam controlar emissões de veículos.
O caso indica uma batalha judicial de longo prazo, com possibilidade de chegar à Suprema Corte. Em 2007, a Corte já havia validado a base legal para as normas climáticas, mas, nos últimos anos, a composição mais conservadora tem aberto espaço a mudanças de jurisprudência.
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