- André Mendonça assumiu a relatoria do Caso Master, com poder para revisar decisões de Dias Toffoli e participar da gestão das investigações no STF.
- Além disso, passou a conduzir investigações sobre fraudes no INSS e ocupa a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste pleito, sob supervisão de candidaturas e processo eleitoral.
- Em sessões no STF, Mendonça defendeu Toffoli diante de críticas sobre suposta relação com o Master, e sugeriu cautela ao questionar relatórios da Polícia Federal.
- Políticos do centrão e oposicionistas veem no novo perfil técnico de Mendonça uma resposta à crise institucional entre STF e PF, mantendo vigilância sobre desdobramentos.
- Mendonça também deverá decidir sobre pedidos de habeas corpus para o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre ações envolvendo desfiles pró-Lula no Rio de janeiro, além de acompanhar debates no TSE sobre possíveis irregularidades eleitorais.
André Mendonça assume papel central no cenário eleitoral, ao herdar a relatoria do Caso Master, conduzir investigações sobre fraudes no INSS e chegar à vice-presidência do TSE. A atuação ocorre durante o pleito anual, com Mendonça partilhando a condução de casos sensíveis que envolvem autoridades do STF e decisões polêmicas.
Desde a semana passada, Mendonça detém a relatoria do Caso Master, com poder de revisar decisões de Dias Toffoli. A meta é reavaliar a concentração de investigações no STF, alvo de críticas sobre possível proteção a ministros. Em sessão do STF, ele defendeu Toffoli, classificando acusações de relação imprópria como crise de institucionalidade.
Mudança de rumo no Master
Diálogos revelados pelo Poder360 mostram Mendonça questionando o relatório da PF e destacando que seis minutos de conversa não comprovam intimidade. Ele também comentou que a palavra de Toffoli tem fé pública. Em seguida, reuniu-se com policiais para entender as investigações e esclareceu sua ligação com uma empresa da qual é sócio.
Policiais ligados ao caso afirmam que Mendonça enfrenta pressão interna e tende a evitar avanços que envolvam ministros. O viés político sobre o novo relator permanece em debate, com setores buscando um julgamento mais técnico e menos exposição institucional.
INSS e a agenda do TSE
Ao mesmo tempo, Mendonça conduz investigações sobre fraudes bilionárias no INSS, com prisões preventivas decretadas e pedidos de informações à CGU e ao TCU. A atuação é vista como teste de equilíbrio institucional entre STF, PF e órgãos de controle.
O movimento tem apoio de oposicionistas que aguardam que o ministro compartilhe provas com o colegiado do Master, até então bloqueadas por Toffoli. Parlamentares do centrão veem na mudança um recuo estratégico para reduzir desgaste institucional.
Desdobramentos políticos e atuação no TSE
No TSE, Mendonça passa a dividir com Kássio Nunes Marques a presidência e a vice-presidência, respectivamente. O objetivo é supervisionar o processo eleitoral e julgar candidaturas, especialmente diante de denúncias envolvendo o desfile da escola Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula.
Especialistas destacam que o caso envolve também temas como propaganda antecipada, uso de recursos públicos e possível intolerância religiosa. A análise deve se dar sob a régua da legislação eleitoral, com decisões a serem tomadas ao longo do ano.
Panorama institucional e HC para Bolsonaro
Mendonça também decidirá sobre pedidos de habeas corpus para Jair Bolsonaro, sem ligação direta com a defesa do ex-presidente. A jurisprudência do STF determina que tais contestações devem seguir por meio de recursos internos, ajustando o caminho processual.
Observa-se, no ambiente institucional, a expectativa de que a atuação de Mendonça traga maior clareza técnica às investigações. Resta acompanhar como o novo desenho relatorial impactará a linha de apuração do Caso Master e o andamento do pleito.
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