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Rússia reafirma solidariedade a Cuba em meio ao embargo energético dos EUA

Rússia reafirma solidariedade a Cuba diante embargo energético dos EUA, enquanto Lavrov critica Washington e Putin recebe o chanceler cubano para reunião

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  • Rússia e Cuba denunciam o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos e exibem solidariedade; o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, viaja à Rússia para reunião com o presidente Vladimir Putin.
  • Cuba enfrenta grave crise de combustíveis após o corte, em janeiro, do fluxo de petróleo venezuelano pelo governo americano, após a queda de Nicolás Maduro.
  • Rodríguez reuniu-se com o chanceler russo Serguei Lavrov, que criticou Washington e afirmou que Cuba é um “Estado irmão” em solidariedade, sem prometer ajuda concreta.
  • Cuba afirma que não mudará seu rumo político sob pressão dos EUA e denuncia deterioração da ordem internacional, com alegações de ações de pilhagem e violação do direito internacional.
  • A Rússia sinaliza disponibilidade de ajuda, com a possibilidade de enviar petróleo, mas, até o momento, não houve promessa oficial; Putin deve se reunir com Rodríguez ainda nesta quarta-feira.

A Rússia reafirmou nesta quarta-feira, 18, a solidariedade à Cuba diante do embargo energético imposto pelos Estados Unidos. Moscou recebeu o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, para tratar de cooperação e apoio frente à crise de combustíveis que atinge a ilha caribenha.

Rodríguez viajou a Moscou para buscar ajuda de um aliado histórico. O objetivo é obter respaldo político e, possivelmente, apoio econômico diante das dificuldades geradas pela redução de fornecimento de petróleo venezuelano.

Antes do encontro com o presidente Vladimir Putin, Rodríguez manteve reunião com o chanceler russo, Serguei Lavrov, que criticou Washington de forma contundente. Lavrov pediu que os EUA atuem com bom senso e rejeitem o bloqueio à ilha.

Debate diplomático e tom crítico

Durante as conversas, Rodríguez afirmou que Cuba não recuará de seu curso político sob pressão externa. O chanceler cubano também denunciou a deterioração da ordem internacional, acusando o bloqueio de violação de direito internacional e de desrespeito às Nações Unidas.

Lavrov ressaltou a relação de “amizade” entre Rússia e Cuba, referindo-se ao país caribenho como um “Estado irmão”. Contudo, não houve promessas concretas de ajuda material por parte de Moscou.

Contexto da crise e cenário regional

A crise em Cuba intensificou-se em janeiro, com a decisão do governo de Trump de cortar o fluxo de petróleo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro. A medida agravou a escassez de combustível no país, que já lida com apagões.

O governo cubano anunciou medidas emergenciais, incluindo restrições à venda de combustível e redução do transporte público. Também entrou em vigor a semana de trabalho de quatro dias nas empresas estatais, para conter impactos da crise.

Perspectivas de apoio internacional

Rússia mantém discurso de cooperação, sem confirmar envio imediato de combustível. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que “fornecemos ajuda aos nossos amigos”, mas o país não confirmou assistência prática.

Putin deverá reunir-se com Rodríguez ainda nesta quarta-feira, segundo o Kremlin. O encontro ocorre em meio a tensões regionais e a alianças históricas entre Moscou e Havana, que perduram desde a revolução de 1960.

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