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Novo modelo de IA supera hackers humanos e surpreende o sistema financeiro

Anthropic amplia acesso ao Claude Mythos a novas instituições; especialistas divergem sobre capacidades e alertam para riscos cibernéticos ao sistema financeiro

Anthropic — Foto: Reuters via BBC
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  • A Anthropic afirma que Claude Mythos supera humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética, levantando preocupações entre reguladores e instituição financeiras.
  • A empresa divulgou que, inicialmente, o Mythos esteve disponível para doze companhias via Project Glasswing e agora há planos de ampliar o acesso para cento e cinquenta instituições de setores diversos.
  • Parceiros do Glasswing incluem Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom, entre outros, com exigências de segurança para novos acessos.
  • Autoridades e especialistas ponderam ceticismo sobre o desempenho do Mythos, enquanto autoridades financeiras discutem os riscos em fóruns como o FMI; ainda há dúvidas sobre a veracidade das capacidades anunciadas.
  • Especialistas destacam que, independentemente do Mythos, a prioridade é fortalecer a segurança cibernética básica, já que ataques simples costumam contornar defesas sem ferramentas avançadas.

O que é Claude Mythos? a Anthropic afirma que seu novo modelo, Mythos, supera humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética. A empresa diz ter observado desempenho superior em testes de vulnerabilidades e exploração de falhas. O Mythos integra a família Claude, rivalizando com ChatGPT e Gemini.

A divulgação acompanha o Project Glasswing, iniciativa que começou com o objetivo de reforçar a resiliência de sistemas essenciais, concedendo acesso ao Mythos a 12 empresas de tecnologia. Entre as parceiras estão Amazon Web Services, Apple, Microsoft, Google, Nvidia e Broadcom.

A Anthropic informou que estenderá o acesso ao Mythos para mais 150 instituições, de setores como energia, água, saúde, comunicações e equipamentos. Novos parceiros precisarão cumprir critérios de segurança para obter acesso ao modelo.

Por que existem preocupações

A empresa sustenta que o Mythos, durante os testes, identificou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade em sistemas operacionais e navegadores. Reguladores, bancos centrais e gestores financeiros temem impactos nos serviços digitais.

Autoridades inspectivas já discutiram o tema em fóruns internacionais. O FMI, em Washington, tratou do assunto em reunião de abril, segundo declarações de ministros de Finanças. O governo britânico também destacou o tema em avaliações públicas.

O Mythos chegou a gerar cautela entre autoridades europeias, que discutem preocupações com o uso seguro da IA. Analistas alertam para a possibilidade de ferramentas avançadas acelerarem ataques cibernéticos se mal utilizadas.

A visão de especialistas

Ex-chefe de segurança cibernética do Reino Unido afirmou que o Mythos pode encontrar falhas críticas mais rapidamente que outros modelos, o que aumenta o interesse, mas também o ceticismo sobre seu desempenho em sistemas bem protegidos.

Especialistas lembram que sem testes independentes ainda restam dúvidas sobre a capacidade prática do Mythos. Institutos de pesquisa apontam que a maior ameaça pode ocorrer em ambientes com pouca proteção, mesmo com boas práticas.

Uma profissional italiana, reconhecida por competições de hacking ético, disse à imprensa que ferramentas de IA podem afetar a atuação de especialistas no curto prazo, ampliando a pressão sobre as defesas digitais.

Devemos nos preocupar?

Especialistas ressaltam que o ritmo de avanços em IA não é novidade e que riscos são observados há anos. O foco, segundo autoridades de cibersegurança, deve ser a melhoria das defesas básicas.

O National Cyber Security Centre orienta manter a calma e priorizar correções de segurança, destacando que muitos ataques são realizados com técnicas simples. Analistas veem oportunidades de uso positivo dessas ferramentas para sanar vulnerabilidades.

A Anthropic recallou, no fim de abril, a investigação sobre um acesso não autorizado ao Claude Mythos Preview por meio de um fornecedor terceirizado, após reportagem da Bloomberg. A empresa disse estar apurando o fato.

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