- Teoria afirma que a aterrissagem da Apollo 11 foi filmada no deserto dos Estados Unidos, em julho de 1969, e não na Lua.
- Indícios citados incluem a ausência de câmera nas fotos, o efeito da bandeira dos EUA tremulando e o céu completamente negro.
- Observações sobre sombras divergentes e suposta iluminação artificial são usadas para questionar a veracidade das imagens.
- A narrativa aponta motivações históricas ligadas à Corrida Espacial e à Guerra Fria para justificar a suposta farsa.
- Explicações oficiais trazem: bandeira que treme por movimento do apoio, pouso suave sem marcas, estrelas ausentes pela iluminação da superfície lunar e dificuldade de ver restos da missão.
O que se sabe sobre a teoria da conspiração envolvendo a missão Apollo 11 é sintetizado em várias alegações, apresentadas como indícios de que a aterrissagem na Lua, em 20 de julho de 1969, teria sido encenada nos Estados Unidos. Os textos afirmam que as imagens teriam sido gravadas em solo terrestre, sob supervisão de órgãos oficiais.
Entre as supostas evidências, está a ausência de uma câmera nas fotos do momento. Afirma-se que o visor de Buzz Aldrin não mostraria a posição de uma câmera, alimentando a ideia de uma gravação apenas para a imprensa. Também aparece a acusação de que a bandeira dos EUA tremularia, mesmo em ambiente sem atmosfera na Lua.
Luz, sombras e câmera
Duas sombras em direções distintas aparecem em algumas fotos, o que seria explicado por fontes de iluminação artificiais. Outra parte da teoria aponta que as sombras mais escuras, em solo lunar, indicariam iluminação híbrida típica de cinema. Pesquisadores citam ainda que não haveria marcas no solo por pouso suave do módulo.
Na narrativa conspiratória, o módulo lunar da Apollo 11 seria alvo de questionamentos sobre o peso e as marcas no solo da Lua. O peso real do módulo seria incompatível com o tamanho das marcas observadas, segundo as alegações contidas nesses materiais.
Cenário versus continuidade
Outra hipótese aponta para um suposto uso de recursos cenográficos, como uma pedra com uma letra impressa, sugerindo marcação de posição para manter a continuidade de filmagens. Ainda segundo as teorias, o filme seria orquestrado por cineastas e executado em ambientes de deserto com areia molhada, a fim de simular pegadas.
Quem sustenta essa linha argumenta que o uso de técnicas de cinema explicaria variações entre cenas. Alega-se também que o cenário poderia ter sido criado para satisfazer a narrativa da Corrida Espacial durante a Guerra Fria, um contexto histórico de competição entre EUA e URSS.
Contra-argumentos técnicos
Explicações aceitas por especialistas apontam que a bandeira tremeu por deslocamento do suporte, não por vento, e que o módulo pousou suavemente, sem deixar marcas extensas. A ausência de estrelas nas imagens é atribuída à luminosidade refletida pela superfície lunar, que ofusca o céu.
Outras justificativas citam que as pegadas difíceis de identificar resultam da composição do solo lunar, com grãos finos similares a vulcânicos. Além disso, restos do equipamento ficariam distantes, invisíveis a telescópios na Terra ou no espaço.
Por que o tema persiste
Alguns textos atribuem o atraso das missões posteriores à conclusão da Guerra Fria, argumento usado para sustentar que não haveria motivo técnico para novas viagens, dadas as altas despesas e a ausência de ganhos imediatos. Pesquisadores citados procuram esclarecer que as evidências científicas apoiam a realização histórica da missão.
Sérgio Pereira Couto, jornalista e especialista em teorias da conspiração, é citado como consultor em parte das discussões. Fontes citadas para o tema incluem a NASA, a BBC, a Time, a National Geographic e o Washington Post.
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