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Epstein infiltrou a ciência ao encontrar ambientes receptivos

Epstein infiltrou a ciência via doações, provocando a saída de líder do MIT Media Lab e suscitando questionamentos sobre integridade e vieses de gênero

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  • Jeffrey Epstein infiltrou o meio científico ao doar dinheiro e buscar influência, inclusive em instituições como o MIT Media Lab.
  • Joichi Ito, então líder do MIT Media Lab, deixou o cargo em setembro após investigação do The New Yorker por aceitar dinheiro de Epstein e ocultar a origem dos recursos.
  • O biólogo George Church afirmou ter participado de encontros com Epstein em 2014, descrevendo o episódio como “nerd tunnel vision” ao manter contatos.
  • Relatos indicam que Epstein queria disseminar seu esquema, envolvendo discussões com cientistas sobre suas ideias e, segundo testemunhos, chegou a falar de “sementeamento da raça humana” com DNA propio.
  • Observa-se impacto sobre mulheres em STEM, com denúncias de assédio e desigualdades, além de críticas sobre como doações de alto valor podem lavar reputações e influenciar seleções acadêmicas.

Jeffrey Epstein infiltrou o meio científico ao oferecer financiamento enquanto o interesse deles era receber dinheiro de doadores com influência. Ele se apresentava como filantropo da ciência, e alguns pesquisadores aceitam o apoio.

Entre os nomes envolvidos está Joichi Ito, ex-diretor do MIT Media Lab, que renunciou em 7 de setembro após apuração da The New Yorker apontar doações não divulgadas e tentativas de ocultar a origem do dinheiro. Não é o único.

George Church, biólogo ligado ao MIT e Harvard, também admitiu contatos com Epstein em 2014, reconhecendo ter sofrido de “visão de túnel nerd” ao manter relações com o financiador. A conduta gerou críticas sobre impactos éticos.

A discussão se amplia à medida que fica claro que Epstein desejava “semear a raça humana com seu DNA” e que, segundo reportagens, apontou planos preocupantes a cientistas e pessoas próximas. Quatro pessoas, mencionadas pela NYT, relataram confidências sobre esse esquema.

A ideia de neutralizar a reputação criminosa envolveu pacientes mecanismos de financiamento, aponta a cobertura de Mother Jones e outros veículos. Mulheres em cargos de ciência relatam assédio, discriminação salarial e menor chance de ascensão, agravando preocupações com a influência de doadores controversos.

No MIT Media Lab, funcionárias relataram receios sobre as modelos de Epstein trazidos a encontros. Uma profissional afirmou que havia discussões sobre como ajudar jovens mulheres que poderiam estar lá contra sua vontade.

O caso também envolve outros nomes da ciência e da tecnologia. Entre os pesquisadores citados estão Marvin Minsky, Richard Stallman e Lawrence Krauss, todos ligados a Epstein em algum momento, com relatos de encontros que geram desconforto e críticas sobre conduta profissional.

A repercussão atingiu instituições de peso. Harvard, por exemplo, afirmou não ter aceitado dinheiro de Epstein após 2008, ainda que tenha havido doações indiretas a partir de terceiros. A Rede de financiadores envolve também fundações e clubes de elite.

Dinamizar redes de poder via doações é apontado como prática comum em ambientes acadêmicos e científicos. Além disso, observou-se que prêmios e prêmios Nobel podem funcionar como instrumentos de reputação, dificultando a identificação de doadores problemáticos.

Em MIT, o presidente Rafael Reif confirmou a existência de uma nota de agradecimento a Epstein, datada de 2012, associada ao físico Seth Lloyd. A instituição disse trabalhar para ampliar a transparência sobre tais doações.

A cobertura sobre o caso destaca não apenas os homens que aceitaram recursos, mas também as mulheres que atuam na ciência, que enfrentam menor remuneração, menos oportunidades de destaque e assédio frequente, conforme pesquisas citadas no material.

A pauta envolve a ética na captação de recursos, o papel de instituições públicas e privadas, e a necessidade de mecanismos mais rígidos de fiscalização sobre fontes de financiamento em pesquisa científica.

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