- A Ocean Census pretende encontrar cem mil novas espécies marinhas em dez anos, usando expedições e tecnologia avançada.
- A primeira missão ocorreu no mar de Barents, Ártico, explorando fissuras frias no fundo do mar, onde podem existir várias espécies inexploradas.
- A estimativa é que apenas cerca de 10% das espécies marinhas estejam descritas; o objetivo é ampliar esse mapeamento com alta resolução de imagens, sequenciamento de DNA e aprendizado de máquina.
- A iniciativa é cofundada pela Nekton, instituto britânico, e pela Nippon Foundation, japonesa; a primeira expedição já está em andamento em parceria com a Universidade de Tromsø.
- O projeto busca consolidar conhecimento para conservação dos oceanos, complementando trabalhos históricos como as expedições Challenger e o Census of Marine Life.
O objetivo é encontrar 100 mil novas espécies marinhas em uma década. A expedição começou no Barents, no Ártico, em 29 de abril, com uma equipe de cientistas a bordo de um navio de pesquisa. A missão ocorre próximo a seeps frios, fissuras no fundo do mar onde gases como sulfeto de hidrogênio e metano emergem.
A iniciativa Ocean Census reúne instituições científicas, negócios e organizações civis com apoio da Nekton (Reino Unido) e da Nippon Foundation (Japão). A meta envolve dezenas de expedições e uso de tecnologia de ponta, como imagens de alta resolução, sequenciamento de DNA e aprendizado de máquina.
A primeira expedição já está em andamento no Barents, em parceria com a Universidade de Tromsø. O plano é ampliar as atividades nos próximos anos, explorando hotspots de biodiversidade marinha ao redor do mundo.
Histórico e contexto: iniciativas anteriores, como as expedições Challenger (1872-1876) e o Census of Marine Life (2000-2010), mostraram que muitas espécies ainda não foram descritas. A Ocean Census pretende acelerar esse processo com compartilhamento de dados na nuvem e métodos modernos.
Alex Rogers, diretor científico do Ocean Census, aponta que as revoluções tecnológicas permitirão descrever espécies mais rapidamente, reduzindo o tempo de meses a anos para décadas para minutos ou semanas. Yohei Sasakawa, presidente da Nippon Foundation, destaca a importância do conhecimento para a proteção dos ecossistemas oceânicos.
O foco está na proteção de áreas marinhas, com metas globais de biodiversidade para 2030. A Convenção sobre Diversidade Biológica visa proteger 30% de áreas terrestres e marinhas, e há tratados para conservar vida nas áreas de alta seas.
Oliver Steeds, diretor do Ocean Census e CEO da Nekton, afirma que há uma janela de aproximadamente dez anos para decisões que impactarão milênios. A iniciativa busca ampliar o acervo de conhecimento disponível de forma aberta e duradoura.
O projeto enfatiza que o trabalho colaborativo é fundamental para avançar na compreensão oceânica. A Ocean Census não depende apenas de um grupo, mas de uma rede de parceiros para alcançar seus objetivos.
Os impactos pretendidos vão além da descoberta científica, visando informar políticas de conservação, gerenciamento de recursos marinhos e ações contra ameaças como aquecimento, acidificação e poluição.
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