- Brasil tem representantes de três dos quatro gêneros de aranhas de importância médica, conforme a lista apresentada.
- Dados do Ministério da Saúde (2022) indicam média de 33 mil acidentes e 18 mortes por aranhas por ano no Brasil; a Austrália registra poucas mortes por picadas desde a década de oitenta.
- Aranha armadeira é considerada a mais venenosa pelo Guinness, mas o risco depende de várias variáveis; o uso de soro antiaracnídico evita a maioria das mortes.
- Aranha-marrom é responsável pela maioria dos acidentes no Brasil (19 espécies), com maior incidência entre outubro e março; a picada pode evoluir para necrose e, sem tratamento, levar a complicações graves.
- Viúva-negra causa menos de 0,4% dos acidentes no país; não é agressiva e o veneno é neurotóxico, com casos graves variando conforme a sensibilidade da vítima.
- Dicas de prevenção: em caso de encontro com aranha, acione o Corpo de Bombeiros pelo 193; elimine entulhos, mantenha telas nas janelas e evite a proliferação de insetos.
O Brasil abriga parte das aranhas mais perigosas do mundo, segundo o levantamento apresentado. A lista traz quatro gêneros considerados de importância médica e aponta que o país tem representantes de três deles. A comparação com a Austrália revela números diferentes de mortalidade, mas não reduz a necessidade de prevenção.
Segundo dados de 2022 do Ministério da Saúde, o Brasil registra em média 33 mil acidentes com aranhas por ano, com cerca de 18 mortes. Apesar da fama de espécies extremamente letais, a maioria dos incidentes ocorre por reação a incômodo ou toque indevido.
Especialistas destacam a importância de distinguir peçonhentos de venenosos. Aranhas são peçonhentas, pois conseguem picar, mas nem todas as espécies representam risco significativo à saúde humana. O soro antiaracnídico é fundamental para reduzir óbitos.
Aranha armadeira (gênero Phoneutria)
A armadeira é citada como a mais venenosa entre as espécies presentes no Brasil, segundo o Guinness, devido à potência de seu veneno. Entretanto, especialistas ressaltam que a gravidade depende de fatores como tempo de atendimento e saúde da vítima. O soro reduz fatalidades.
Essa aranha é de cor cinza ou marrom, com pelos avermelhados próximos aos ferrões. O ataque costuma ser ágil, envolvendo as pernas traseiras erguidas. A picada gera dor imediata e pode causar sintomas sistêmicos horas depois, como suor, náusea e alterações de pressão.
Habitualmente aparece em ambientes externos; pode se esconder em calçados, roupas ou atrás de cortinas. Conhecida como aranha bananeira por frequentar folhas de bananeira, é comum encontrá-la em áreas urbanas também.
Aranha-marrom (Loxosceles)
Entre as quatro espécies de importância médica, a aranha-marrom é a mais associada a acidentes no Brasil. Existem 19 espécies no território, adaptadas a ambientes urbanos. Ocorrências são mais comuns entre outubro e março, principalmente no Sul e Sudeste.
Essas aranhas têm corpo entre 2 e 5 cm de envergadura e traços característicos, como marca de violino nas costas. A picada costuma ser indolor no momento, evoluindo para necrose de tecido em horas e, sem tratamento, pode levar a complicações graves.
Viúva-negra (Latrodectus)
Quatro espécies de viúva-negra ocorrem no Brasil, representando o terceiro grupo com risco à saúde. Apesar de peçonhentas, as espécies brasileiras são consideradas menos perigosas que as europeias. O veneno provoca sintomas neuromotórios, que podem incluir dores musculares e alterações cardiorrespiratórias.
A incidência de acidentes com viúva-negra é baixa no país, respondendo por menos de 0,4% dos casos anuais. Elas costumam atacar apenas quando pressionadas, não apresentando comportamento agressivo.
Aranha-da-teia-de-funil (Atracidae)
Essas aranhas, nativas da Austrália, apresentam mais de 46 espécies com veneno potente. A história mundial inclui poucas mortes desde 1981, quando surgiu o antídoto. O tamanho varia de 1 a 5 cm, com pelos na carapaça frontal.
A característica marcante é a teia em formato de toca, com linhas de seda que ajudam na caça. A toca pode chegar a 30 cm de profundidade, o que facilita o abrigo e a captura de presas.
Como se prevenir
Caso encontre uma aranha dentro de casa, o resgate pode ser feito por bombeiros pelo telefone 193. Em emergências, levar o animal ou uma foto facilita o atendimento médico.
Não há evidências de que repelentes ajudem a afastar aranhas, conforme especialistas. Medidas preventivas incluem eliminar entulhos, instalar telas nas janelas, manter o ambiente limpo e reduzir a presença de insetos, que servem de alimento. Adoção de práticas de higiene e vedação de frestas também ajuda a reduzir encontros.
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