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Cientistas de IA do Google ganham o Nobel de Química

AlphaFold2 antecipa estruturas de quase 200 milhões de proteínas, abrindo vastas possibilidades para farmacologia, vacinas e biotecnologia

Two of the three awardees are senior researchers at Google DeepMind.
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  • O Prêmio Nobel de química foi concedido a Demis Hassabis e John Jumper, da DeepMind, pela criação do modelo de IA de código aberto AlphaFold2, que determina a estrutura de proteínas humanas.
  • O comitê da Nobel afirma que, com AlphaFold2, é possível prever a estrutura de praticamente todos os cerca de 200 milhões de proteínas já identificadas pelos pesquisadores.
  • David Baker também recebeu o prêmio, pela “design de proteínas computacional” (computational protein design), tendo desenvolvido proteínas para aplicações farmacêuticas, vacinas, nanomateriais e sensores.
  • O presidente do comitê de química, Heiner Linke, ressaltou que a premiação reconhece duas grandes descobertas: a construção de proteínas espetaculares e a previsão de estruturas a partir de sequências de aminoácidos, abrindo grandes possibilidades.
  • Entre as aplicações científicas de AlphaFold2 estão o estudo da resistência a antibióticos e o desenvolvimento de enzimas que degradam plásticos, segundo o comitê.

A Royal Swedish Academy of Sciences anunciou os vencedores do Prêmio Nobel de Química deste ano pela contribuição para a compreensão da estrutura de proteínas. O prêmio reconhece avanços que permitem prever estruturas proteicas a partir de sequências de aminoácidos, abrindo novas possibilidades na biologia e na medicina. Os laureados são Demis Hassabis, John Jumper e David Baker, em reconhecimento a trabalhos complementares.

Hassabis é CEO da DeepMind, e Jumper é pesquisador sênior da mesma empresa. Ambos foram premiados pela criação do modelo de IA open-source AlphaFold2, que calcula a estrutura de proteínas humanas com alta precisão. O comitê afirmou que o AlphaFold2 permite prever a estrutura de praticamente todos os cerca de 200 milhões de proteínas já identificadas.

David Baker, também laureado, foi responsável pela área de design computacional de proteínas. O comitê destacou a genialidade de Baker ao projetar uma proteína nova em 2003, única, e ao longo de décadas desenvolveu proteínas para fármacos, vacinas, nanomateriais e sensores diminutos.

“Uma das descobertas reconhecidas este ano envolve a construção de proteínas espetaculares. A outra diz respeito a cumprir um sonho de 50 anos: prever estruturas de proteínas a partir de suas sequências”, afirmou o presidente do comitê de química, Heiner Linke. As duas linhas de pesquisa, segundo ele, abrem vastas possibilidades.

O comitê apontou aplicações científicas do AlphaFold2, como entender resistência a antibióticos e desenvolver enzimas capazes de degradar plásticos. Em nota publicada no X, a Academia indicou que trabalhos que antes levavam anos passaram a levar minutos com as descobertas premiadas.

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