- Brigadistas indígenas e quilombolas estão sendo treinados para pilotar drones no combate a incêndios florestais no Brasil.
- O treinamento é apoiado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Bunge.
- O programa inclui a doação de seis kits de drones e três salas de situação móveis para monitoramento em tempo real.
- Em 2024, o desmatamento caiu 32,4%, mas as áreas queimadas aumentaram 62% em relação à média histórica.
- O uso de drones visa melhorar a eficácia das operações de combate a incêndios e aumentar a segurança dos brigadistas.
Brigadistas indígenas e quilombolas estão sendo capacitados para pilotar drones no combate a incêndios florestais no Brasil. O treinamento, realizado com apoio do Ibama e da Fundação Bunge, visa aumentar a eficácia das operações de monitoramento e combate a focos de incêndio.
Durante o curso, Gildimar Sitrê Xerente, chefe de brigada da Terra Indígena Xerente, demonstrou suas habilidades no controle de um drone DJI Mavic Mini 4 Pro. Ele destacou a importância de unir conhecimentos tradicionais sobre o fogo com tecnologias modernas. O programa inclui a doação de seis kits de drones e três salas de situação móveis, equipadas com tecnologia avançada para monitoramento em tempo real.
A parceria surgiu após Leandro Morilha, da Fundação Bunge, perceber o interesse de indígenas em usar drones para combater incêndios. O projeto-piloto já está em andamento, com planos de expandir o número de drones e treinamentos nos próximos anos. Em 2024, a Fundação investiu cerca de meio milhão de reais no projeto.
Mudanças climáticas têm alterado os padrões de incêndios no Brasil, tornando o combate mais desafiador. Em 2024, o desmatamento caiu 32,4%, mas as áreas queimadas aumentaram 62% em relação à média histórica. A vegetação mais seca e o comportamento imprevisível do fogo exigem novas estratégias de combate.
Os drones funcionam como torres de observação, permitindo que os brigadistas avaliem a situação do fogo e planejem suas ações. A formação de brigadistas indígenas e quilombolas pode melhorar a resposta a incêndios, especialmente em períodos críticos. Com a tecnologia, espera-se aumentar a segurança e a eficácia das operações de combate ao fogo.
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