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Inteligência artificial não é humana, alerta o autor Ted Chiang

Ted Chiang abordará a influência da inteligência artificial na criatividade e o papel da arte em tempos políticos conturbados em São Paulo.

O escritor Ted Chiang, autor da trama que deu origem ao filme 'A Chegada' (Foto: Jason LaVeris/FilmMagic/Getty Images)
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  • Ted Chiang, autor de ficção científica, participará de um evento em São Paulo no dia 5 de agosto.
  • Ele discutirá a inteligência artificial e sua influência na produção criativa.
  • O encontro, promovido pela agência de comunicação Pina, também abordará o impacto da arte em tempos de animosidade política.
  • Chiang é conhecido por obras como “História da Sua Vida e Outros Contos” e “Expiração”.
  • O autor acredita que a produção criativa na literatura não será amplamente afetada pela inteligência artificial.

Ted Chiang, renomado autor de ficção científica, discutirá sua visão sobre inteligência artificial e sua influência na produção criativa em um evento em São Paulo, no dia 5 de agosto. O encontro, promovido pela agência de comunicação Pina, abordará também o impacto da arte em tempos de crescente animosidade política.

Chiang, que possui formação em Ciência da Computação, é conhecido por suas coletâneas de contos, como História da Sua Vida e Outros Contos e Expiração. Sua notoriedade aumentou em 2016, com a adaptação cinematográfica de seu conto A Chegada, que recebeu oito indicações ao Oscar. Em entrevista, o autor expressou seu desejo de ser mais prolífico, mas reconheceu que seu ritmo de escrita é limitado pela quantidade de ideias que realmente deseja desenvolver.

O autor também se tornou uma voz respeitada na discussão sobre inteligência artificial. Ele observa que, embora os avanços recentes, como o GPT-3, sejam impressionantes, ainda não representam máquinas pensantes. Para Chiang, esses modelos se baseiam em previsões de palavras, o que não equivale ao raciocínio humano. Ele acredita que a produção criativa, especialmente na literatura, não será amplamente impactada pela IA, ao contrário do que ocorre no cinema, onde a tecnologia pode ser mais benéfica.

Chiang também comentou sobre a relação entre arte e política, enfatizando que a arte pode aumentar a empatia e ajudar a combater formas de pensamento extremista. No entanto, ele lamenta que aqueles que mais precisam dessa mensagem muitas vezes não consomem arte. O autor, filho de imigrantes chineses, expressou preocupação com a crescente animosidade contra estrangeiros nos Estados Unidos, ressaltando a importância de não se tornar complacente diante de tais desafios.

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