- A IonQ contratou Marco Pistoia como vice-presidente sênior de relações industriais.
- Pistoia, ex-chefe de pesquisa aplicada da JPMorgan Chase, ajudará empresas a adotar tecnologias quânticas e criptografia quântica-segura.
- A JPMorgan reformulou sua liderança na área de pesquisa, incluindo projetos em computação quântica.
- Pistoia alerta que computadores quânticos podem comprometer métodos de criptografia que protegem dados financeiros.
- Ele prevê que a comercialização de computadores quânticos utilizáveis ocorrerá em dois a três anos.
IonQ, uma das principais empresas de computação quântica, anunciou a contratação de Marco Pistoia como vice-presidente sênior de relações industriais. Pistoia, que atuou como chefe de pesquisa aplicada na JPMorgan Chase até este ano, terá a missão de auxiliar empresas na adoção de tecnologias quânticas e criptografia quântica-segura.
A JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, recentemente reformulou sua liderança na área de pesquisa, que inclui projetos em computação quântica. A tecnologia quântica promete avanços significativos em comparação com a computação tradicional, e empresas de diversos tamanhos estão competindo para comercializá-la. IonQ, junto com concorrentes como Rigetti Computing e D-Wave, viu suas ações dispararem no último ano, impulsionadas pelo crescente interesse no setor.
Em sua nova função, Pistoia reportará diretamente ao CEO da IonQ, Niccolo de Masi, e se concentrará em ajudar corporações a implementar tanto a computação quântica quanto a criptografia resistente a ataques quânticos. Ele alertou que computadores quânticos suficientemente poderosos podem comprometer os métodos de criptografia que protegem dados financeiros globais. A transição para criptografia quântica-segura é essencial, pois “atores mal-intencionados poderiam reverter qualquer chave pública para descobrir a chave privada correspondente”, afirmou Pistoia.
Pistoia acredita que a chegada de computadores quânticos utilizáveis está mais próxima do que se imagina, prevendo um prazo de dois a três anos para sua comercialização. Ele também expressou o desejo de continuar colaborando com a JPMorgan em projetos quânticos, embora o banco não tenha comentado sobre essa possibilidade.
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