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UNESCO inclui 26 novos locais africanos na lista de Patrimônio Mundial

UNESCO reconhece 26 novos sites como Patrimônio Mundial, reforçando a proteção cultural e natural, especialmente na África.

O rio Moa perto da Ilha Tiwai, em 1º de julho de 2025. (Foto: Saidu Bah/AFP via Getty Images)
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  • A UNESCO adicionou 26 novos sites à sua lista de Patrimônio Mundial, incluindo quatro na África e as terras aborígenes Murujuga, na Austrália.
  • O continente africano agora possui 112 propriedades culturais reconhecidas.
  • Os novos locais africanos incluem o Paisagem Cultural Diy-Gid-Biy, o Arquipélago Bijagós, uma cadeia de montanhas no Maláui e o Complexo Gola-Tiwai, em Serra Leoa.
  • A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, destacou o compromisso da organização com o reconhecimento da importância cultural e histórica da África.
  • A UNESCO também aprovou a expansão de um site da África do Sul para Moçambique, criando um parque natural transfronteiriço de aproximadamente 4.000 quilômetros quadrados.

A UNESCO anunciou a inclusão de 26 novos sites em sua lista de Patrimônio Mundial, destacando a importância cultural e natural de diversas regiões. Entre os novos reconhecimentos, estão quatro locais na África e as terras aborígenes Murujuga, na Austrália. Com essa adição, o continente africano agora conta com 112 propriedades culturais reconhecidas.

Os novos locais africanos incluem o Paisagem Cultural Diy-Gid-Biy, nas Montanhas Mandara, que abrange 16 sítios arqueológicos em Camarões; o Arquipélago Bijagós em Guiné-Bissau, que é um ecossistema costeiro e marinho; a cadeia de montanhas no sul do Maláui, reverenciada pelos povos Yao, Mang’anja e Lhomwe; e o Complexo Gola-Tiwai, em Serra Leoa, que abriga o Parque Nacional da Floresta Gola e o Santuário de Vida Selvagem Tiwai.

Compromisso com a África

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a prioridade dada à África não é apenas simbólica, mas um compromisso concreto com o reconhecimento da importância histórica, cultural e natural do continente. Desde sua chegada à UNESCO, 19 novos sites foram inscritos e seis locais foram salvos de situações de risco.

Além disso, a UNESCO aprovou a expansão de um site da África do Sul para Moçambique, criando um parque natural transfronteiriço de aproximadamente 4.000 quilômetros quadrados. A organização também informou que sete outros países africanos devem apresentar suas primeiras indicações até 2027.

Proteção do Patrimônio

O reconhecimento da UNESCO confere aos locais uma significativa proteção contra guerras e degradação ambiental. A agência pode conceder uma “proteção provisória aprimorada” a sítios ameaçados, garantindo um alto nível de imunidade contra ataques e uso militar. Azoulay destacou que, com 196 Estados Partes, a Convenção do Patrimônio Mundial é uma das mais ratificadas globalmente, evidenciando sua influência e relevância.

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