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Corpo humano se adapta para dormir em meio ao calor intenso das altas temperaturas

Calor extremo prejudica o sono dos espanhóis, com 33,6% dos lares sem condições adequadas para enfrentar as altas temperaturas.

Fachada de um edifício em Barcelona (Foto: ranplett/Getty Images/iStockphoto)
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  • O calor extremo na Espanha tem prejudicado a qualidade do sono da população, especialmente após junho ser o mês mais quente já registrado.
  • Dados da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) indicam que as temperaturas mínimas estão acima do normal, dificultando o descanso.
  • A presidente da Sociedade Espanhola de Sono, Ainhoa Álvarez, afirma que adormecer se torna um desafio com temperaturas noturnas superiores a 30 graus.
  • Durante a primeira quinzena de julho, cidades como Madrid e Granada atingiram 31 graus às 23h, enquanto Jaén e Toledo chegaram a 33 graus.
  • A falta de infraestrutura adequada agrava a situação, com 33,6% dos lares incapazes de manter temperaturas frescas no verão e apenas 40% com ar-condicionado.

O calor extremo tem afetado a qualidade do sono na Espanha, especialmente após junho ter sido registrado como o mês mais quente da história. Dados da Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) mostram que as temperaturas mínimas em todo o país estão acima do normal, dificultando o descanso da população.

A presidente da Sociedade Espanhola de Sono, Ainhoa Álvarez, destaca que o maior desafio é adormecer. A temperatura ideal para o sono varia entre 18 e 22 graus, mas o calor excessivo torna esse objetivo quase impossível. Durante a primeira quinzena de julho, cidades como Madrid e Granada registraram temperaturas de até 31 graus às 23h, enquanto Jaén e Toledo chegaram a 33 graus.

Os especialistas explicam que o corpo humano possui mecanismos de termorregulação que dificultam o sono em altas temperaturas. Quando a temperatura noturna ultrapassa 30 graus, as pessoas perdem entre 11 e 18 minutos de sono por noite. Além disso, a chance de dormir menos de sete horas aumenta em 3,5% quando a temperatura é superior a 25 graus, conforme estudo publicado em 2022.

A situação é agravada pela falta de infraestrutura adequada em muitos lares. Segundo a Pesquisa de Condições de Vida de 2023, 33,6% dos lares na Espanha não conseguem manter uma temperatura fresca no verão. O acesso a ar-condicionado é limitado, com apenas quatro em cada dez residências possuindo esse recurso.

A mudança climática intensifica a frequência das ondas de calor, tornando essencial aprender a lidar com essas condições. Especialistas recomendam fechar persianas durante o dia e abrir janelas à noite para resfriar os ambientes. Além disso, manter-se hidratado e tomar duchas frias antes de dormir são estratégias eficazes para amenizar o calor e melhorar a qualidade do sono.

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