- A União Europeia (UE) anunciou um investimento de 30 bilhões de euros para criar 13 fábricas de inteligência artificial (IA) e gigafactories.
- O objetivo é aumentar a capacidade de computação na região e atrair investimentos privados.
- A primeira fábrica deve iniciar operações em breve, em Munique, Alemanha.
- As gigafactories serão quatro vezes mais poderosas que as fábricas convencionais e exigem investimentos de 3 a 5 bilhões de euros cada.
- A construção enfrenta desafios, como a necessidade de modernização da rede elétrica para suportar a demanda das novas instalações.
A União Europeia (UE) anunciou um investimento de 30 bilhões de euros para estabelecer 13 fábricas de inteligência artificial (IA) e gigafactories, com o objetivo de aumentar a capacidade de computação da região e atrair investimentos privados. A primeira fábrica deve iniciar operações em breve.
As fábricas de IA são vistas como um passo crucial para a Europa enfrentar a concorrência dos EUA e da China no setor. A UE descreve essas instalações como um “ecossistema dinâmico”, reunindo poder computacional, dados e talentos para desenvolver modelos e aplicações de IA. A iniciativa surge em um contexto onde a Europa tem enfrentado desafios significativos, como custos elevados de energia e atrasos em licenças.
Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, destacou que a região possui 30% mais pesquisadores per capita focados em IA do que os EUA. Apesar disso, a falta de capacidade computacional é um obstáculo para cerca de 7.000 startups que atuam no setor. O investimento da UE visa criar a infraestrutura necessária para que essas empresas prosperem.
Gigafactories e Sustentabilidade
As gigafactories, que exigem investimentos de 3 a 5 bilhões de euros cada, são projetadas para serem quatro vezes mais poderosas que as fábricas de IA convencionais. A UE já recebeu 76 manifestações de interesse de 16 Estados-membros para a construção dessas instalações. Virkkunen afirmou que o interesse superou as expectativas iniciais.
Entretanto, a construção dessas fábricas enfrenta desafios, como a necessidade de modernização da rede elétrica da Europa. Bertin Martens, pesquisador sênior do Bruegel, alertou que a capacidade de geração de energia deve ser ampliada para suportar a demanda das novas fábricas. A previsão é que a capacidade total das fábricas de IA possa adicionar 15% à capacidade computacional da Europa.
A primeira fábrica de IA da UE está prevista para ser inaugurada nas próximas semanas, com um projeto significativo em Munique, Alemanha, programado para o início de setembro. A expectativa é que essas iniciativas ajudem a Europa a recuperar terreno na corrida global por tecnologia de IA, promovendo a soberania tecnológica e a competitividade da região.
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