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Satélite poderoso mapeia mudanças na superfície da Terra com precisão milimétrica

Satélite NISAR inicia missão de monitoramento da Terra, mas enfrenta incertezas orçamentárias que podem limitar futuras iniciativas científicas.

O satélite NISAR (ilustração artística) medirá deslocamentos físicos na superfície da Terra que são tão pequenos quanto um centímetro. (Foto: NASA/JPL-Caltech)
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  • O satélite NISAR, desenvolvido pela NASA e pela ISRO, foi lançado recentemente e começará a operar em breve.
  • Com um custo de US$ 1,2 bilhão, o NISAR monitorará mudanças na superfície da Terra, como o derretimento de geleiras e a umidade do solo.
  • O satélite possui uma antena circular de 12 metros e realizará varreduras quase completas do planeta a cada 12 dias.
  • A missão deve durar pelo menos três anos e é importante para a coleta de dados sobre desastres naturais, como inundações e deslizamentos de terra.
  • A NASA enfrenta incertezas orçamentárias, com propostas de cortes significativos no financiamento de missões científicas, o que pode afetar futuras iniciativas de observação da Terra.

O satélite NISAR, uma colaboração entre a NASA e a ISRO, foi lançado recentemente e começará a operar em breve. Com um custo de US$ 1,2 bilhão, o NISAR tem como objetivo monitorar mudanças na superfície da Terra, como o derretimento de geleiras e a umidade do solo. O satélite é capaz de detectar alterações físicas no solo com precisão de até um centímetro, mesmo em condições adversas, como nuvens e à noite.

O NISAR, que se desdobrará em uma antena circular de 12 metros, realizará varreduras quase completas do planeta a cada 12 dias. A missão, que deve durar pelo menos três anos, é vista como uma oportunidade única para coletar dados sobre desastres naturais, como inundações e deslizamentos de terra, permitindo que equipes de emergência respondam rapidamente a essas situações.

Entretanto, a NASA enfrenta incertezas orçamentárias, com propostas de cortes significativos no financiamento de missões científicas. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu uma redução de mais de 50% no orçamento da NASA para missões de ciências da Terra no ano fiscal de 2026. Embora o NISAR esteja garantido para operar, sua missão pode ser uma das últimas de grande escala a ser lançada, devido à possibilidade de cancelamento de futuras iniciativas de observação da Terra.

A colaboração entre a NASA e a ISRO começou na década de 2010, quando ambos os lados reconheceram a necessidade de uma missão radar significativa. O NISAR utilizará dois instrumentos de radar, um desenvolvido pela NASA e outro pela ISRO, para mapear as superfícies de gelo e terra em todo o mundo, contribuindo para a compreensão das interações biológicas e geológicas do planeta.

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