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Brasil cria fundo e política para impulsionar o ecoturismo em unidades de conservação

Governo brasileiro promove ecoturismo em unidades de conservação com nova lei e fundo privado, visando ampliar acesso e desenvolvimento sustentável.

A proposta do governo é fortalecer destinos já consolidados, como Foz do Iguaçu (PR) e o Parque Nacional da Tijuca (RJ), enquanto amplia as oportunidades para outros destinos menos conhecidos (Foto: ICMBio)
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  • O governo brasileiro sancionou uma nova lei para incentivar a visitação às unidades de conservação (UCs) em 2024.
  • A legislação visa ampliar o acesso social, econômico e educacional às mais de 3.185 UCs do país.
  • A nova política foca no engajamento da população, educação ambiental e desenvolvimento sustentável, priorizando a participação de comunidades tradicionais.
  • Um fundo privado será criado para financiar projetos nas UCs, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
  • Em 2024, os parques federais receberam 12,5 milhões de visitantes, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior.

O governo brasileiro sancionou uma nova lei que incentiva a visitação às unidades de conservação (UCs), reconhecendo sua importância para a biodiversidade e o ecoturismo. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a legislação, aprovada em 2024, visa ampliar o acesso social, econômico e educacional às mais de 3.185 UCs do país.

Entre os principais objetivos da nova política estão o engajamento da população, a promoção da educação ambiental e o desenvolvimento sustentável. A lei também prioriza a participação de comunidades tradicionais nas atividades locais. O governo pretende fortalecer destinos turísticos já conhecidos, como Foz do Iguaçu (PR) e o Parque Nacional da Tijuca (RJ), ao mesmo tempo em que busca desenvolver áreas menos exploradas.

Inovações e Financiamento

Uma das inovações mais significativas é a criação de um fundo privado para financiar projetos nas UCs. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderá contratar instituições financeiras para gerir esse fundo, que será alimentado por doações e convênios. O presidente Lula vetou a taxação de 5% sobre empreendimentos de impacto ambiental, alegando inconstitucionalidade.

A nova legislação também garante acessibilidade para pessoas com deficiência, além de promover o uso de materiais sustentáveis nas construções. A proposta integra as UCs à Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, facilitando o acesso e a conexão entre os parques.

Crescimento do Ecoturismo

Dados do ICMBio mostram um aumento no interesse pelo ecoturismo. Em 2024, os parques federais receberam 12,5 milhões de visitantes, um crescimento de 3,8% em relação ao ano anterior. O total de visitantes nas UCs superou 25,5 milhões, com um aumento de 4,9% em comparação a 2023. Um estudo recente indicou que as buscas online pelo termo “unidade de conservação” cresceram 50% em 2024, refletindo uma maior conexão dos brasileiros com a natureza e o turismo sustentável.

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