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Buscadores de naufrágios usam IA para restaurar arrecifes afetados por poluição

Pesquisadores utilizam inteligência artificial para identificar naufrágios e monitorar seu impacto ambiental em ecossistemas marinhos.

Um mergulhador nada junto ao cañón de proa de um barco afundado da Segunda Guerra Mundial no atol Kwajalein, nas Ilhas Marshall. (Foto: Brandi Mueller/Getty Images)
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  • A batalha de Trafalgar, em 1805, resultou na derrota das frotas francesa e espanhola, com o naufrágio de vários navios, incluindo o Indomptable, que transportava cerca de 1.500 marineros. Apenas 144 tripulantes sobreviveram.
  • Pesquisas de universidades britânicas utilizam inteligência artificial e teledeteção para localizar naufrágios e avaliar seu impacto ambiental, focando na formação de “arrecifes negros” devido à corrosão do ferro.
  • Estima-se que existam mais de três milhões de naufrágios no mundo, mas apenas 10% têm localização conhecida.
  • A equipe liderada pela professora Alexandra Karamitrou usou imagens de satélite para treinar um algoritmo que identifica naufrágios por meio de alterações ambientais.
  • A pesquisa revelou que naufrágios da Primeira e Segunda Guerras Mundiais estão se deteriorando rapidamente, liberando substâncias químicas nocivas para os ecossistemas marinhos.

A batalha de Trafalgar, ocorrida em 1805, resultou na derrota das frotas francesa e espanhola, culminando no naufrágio de diversos navios, incluindo o Indomptable, que levava cerca de 1.500 marineros. Apenas 144 tripulantes sobreviveram, conforme relato do timonel Michel Maffiotte, documentado por Sabino Berthelot em sua obra sobre a história natural das Canárias.

Pesquisas recentes, realizadas por universidades britânicas, estão utilizando inteligência artificial (IA) e teledeteção para localizar naufrágios e avaliar seu impacto ambiental. A técnica se concentra na identificação de “arrecifes negros”, formados pela corrosão do ferro dos navios, que alteram a química dos ecossistemas marinhos. Estima-se que existam mais de três milhões de naufrágios no mundo, mas apenas 10% têm sua localização conhecida.

A equipe de pesquisa, liderada pela professora Alexandra Karamitrou, utilizou imagens de satélite de alta resolução para treinar um algoritmo que identifica a presença de naufrágios por meio das alterações ambientais que causam. O estudo focou em oito ilhas do Pacífico e Índico, onde a presença de ferro nos naufrágios provoca mudanças visíveis na coloração dos recifes.

Os resultados mostraram que a IA foi capaz de identificar arrecifes negros, mesmo em locais onde naufrágios eram desconhecidos. Um exemplo foi encontrado no Kenn Reef, onde grandes blocos de ferro foram detectados, sugerindo a presença de um naufrágio não catalogado. Além disso, a pesquisa revelou que naufrágios da Primeira e Segunda Guerra Mundial estão se deteriorando rapidamente, liberando substâncias químicas nocivas que afetam os ecossistemas marinhos.

A combinação de teledeteção e IA representa um avanço significativo na arqueologia subaquática, permitindo não apenas a localização de naufrágios, mas também a monitorização do impacto ecológico que eles causam ao longo do tempo.

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