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UBSs de São Paulo ficam sem vacina contra sarampo; prefeitura promete reposição

Unidades Básicas de Saúde em São Paulo enfrentam falta da "dose zero" da vacina contra o sarampo em meio a surtos nos EUA e casos no Brasil

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e sarampo (Foto: Marcelo Camargo - 18.ago.2018/Agência Brasil)
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  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em São Paulo estão sem a “dose zero” da vacina contra o sarampo.
  • A falta da vacina ocorre em várias regiões da cidade, como Vila Romana, Vila Anastácio e Alto de Pinheiros.
  • A “dose zero” é recomendada para bebês de seis meses a menos de um ano, especialmente devido a surtos nos Estados Unidos e casos no Brasil.
  • A Secretaria Municipal de Saúde está trabalhando para garantir o abastecimento e remanejar estoques entre as UBSs.
  • O Brasil registrou casos autóctones de sarampo em 2023, mas manteve o status de país livre do vírus, certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em novembro de 2024.

Após mais de um mês de campanha de vacinação contra o sarampo em São Paulo, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) enfrentam desabastecimento da “dose zero” da vacina. Essa estratégia visa proteger bebês de seis meses a menos de um ano, especialmente em meio a surtos da doença nos Estados Unidos e registros de casos no Brasil.

A falta da vacina foi identificada em várias regiões da cidade, incluindo zonas oeste, leste, norte e centro. Na UBS Vila Romana, por exemplo, a vacina esgotou na semana passada, sem previsão de reposição. Situações semelhantes ocorrem em outras UBSs, como Vila Anastácio e Alto de Pinheiros, que não têm a dose disponível. Na zona leste, a UBS Cidade Kemel também não possui a dose zero desde o início da semana, devido à alta demanda.

Situação da Vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) está tomando medidas para garantir o abastecimento das vacinas. A distribuição segue diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e do Plano Estadual de Imunização (PEI). A pasta também realiza remanejamento de estoques entre as UBSs para manter a oferta à população.

O Governo de São Paulo recebeu 154 mil doses do imunizante em junho, distribuindo 43% desse total para a capital. A recomendação da dose zero é direcionada a regiões com alta circulação de pessoas, conforme nota técnica do PNI. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou que uma nova remessa está prevista para a próxima semana.

Cenário Epidemiológico

Em 2023, o Brasil voltou a registrar casos autóctones de sarampo após quase três anos sem notificações. Em março, dois casos foram confirmados em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, e em abril, um caso foi registrado em São Paulo. Apesar disso, o status do Brasil como país livre da circulação do vírus foi mantido, certificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em novembro de 2024.

A vacinação contra o sarampo é essencial, mas a dose zero não substitui as doses do calendário de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. Especialistas alertam que os anticorpos maternos podem interferir na eficácia da vacina nessa fase inicial.

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