- Muitos países ainda não atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para reduzir emissões de gases do efeito estufa.
- Novas tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) estão sendo desenvolvidas e serão discutidas na COP30 em Belém.
- A Agência Internacional de Energia (IEA) informa que existem 959 projetos de CCUS em várias fases no mundo, incluindo no Brasil, que pode capturar mais de 190 milhões de toneladas de CO₂ por ano.
- A diretora da CCS Brasil, Isabela Morbach, destaca a alta capacidade de armazenamento geológico no Brasil, mas menciona a falta de incentivos públicos como um desafio.
- Projetos como o Longship na Noruega, que receberá um subsídio de R$ 12,2 bilhões, mostram a necessidade de políticas que integrem diferentes soluções para a mitigação das mudanças climáticas.
Enquanto muitos países ainda não atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) para redução de emissões de gases do efeito estufa, novas tecnologias de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) estão sendo desenvolvidas. Essas inovações, que serão discutidas na COP30 em Belém, podem ser cruciais na luta contra o aquecimento global, especialmente em setores industriais como aço e cimento.
Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que existem 959 projetos de CCUS em diversas fases ao redor do mundo, incluindo iniciativas no Brasil. O país possui um potencial de captura de mais de 190 milhões de toneladas de CO₂ por ano, o que representa 8,3% das emissões nacionais de gases estufa em 2023. Isabela Morbach, diretora da CCS Brasil, destaca que a capacidade de armazenamento geológico no Brasil é alta, mas a falta de incentivos públicos e um mercado de carbono efetivo dificultam a implementação de mais projetos.
Na Noruega, o governo anunciou um subsídio de R$ 12,2 bilhões para o programa Longship, que visa armazenar 5 milhões de toneladas de CO₂ sob o mar. Morbach ressalta que, apesar do ceticismo em relação às tecnologias de CCUS, é essencial que haja políticas que integrem diferentes soluções para a mitigação das mudanças climáticas.
O custo da captura de carbono varia entre US$ 50 e US$ 400 por tonelada, dependendo do tipo de indústria e das características do subsolo. Embora o número de projetos esteja crescendo, muitos ainda aguardam investimentos. Rodrigo Spuri, da The Nature Conservancy, enfatiza que a redução das emissões deve incluir a restauração florestal, que é mais barata, mas que as tecnologias de CCUS podem complementar esses esforços.
No Brasil, a Repsol Sinopec, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica, está testando um sistema de captura de CO₂ do ar, enquanto a FS planeja iniciar a construção de uma unidade de captura em sua fábrica de etanol, com um investimento de R$ 550 milhões. A startup DeCARB também busca financiamento para desenvolver uma solução inovadora que utiliza material orgânico para captura de carbono.
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