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Uso de drogas na adolescência prejudica o cérebro e pode causar psicose

Estudo revela que vulnerabilidade ao uso de drogas aumenta até os 30 anos, destacando a importância da prevenção na adolescência

Jovem fuma maconha em Colônia, na Alemanha, para comemorar uma lei alemã que descriminaliza parcialmente o uso de Cannabis, em abril de 2024 (Foto: Jana Rodenbusch - 1º.abr.2024/REUTERS)
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  • A adolescência é um período de transformações físicas e desenvolvimento da identidade.
  • Pesquisas recentes indicam que o neurodesenvolvimento pode se estender até os 30 anos, aumentando a vulnerabilidade ao uso de drogas.
  • A experimentação de substâncias antes dos 18 anos pode triplicar o risco de dependência futura.
  • Fatores sociais, como pressão dos pares e problemas familiares, influenciam o uso de drogas entre os jovens.
  • A prevenção é essencial, com foco na redução de danos e no apoio familiar, promovendo um ambiente acolhedor.

A adolescência é um período marcado por transformações significativas, incluindo mudanças físicas e o desenvolvimento da identidade. Pesquisas recentes revelam que o neurodesenvolvimento pode se estender até os 30 anos, aumentando a vulnerabilidade dos jovens ao uso de drogas e ao risco de dependência, especialmente se experimentarem substâncias antes dos 18 anos.

Eduardo Sequerra, professor do Instituto do Cérebro da UFRN, explica que esse é um período crítico para o desenvolvimento de áreas cerebrais importantes, como o córtex pré-frontal e o sistema de recompensa. Durante essa fase, os neurônios apresentam maior plasticidade, tornando-se mais suscetíveis a modificações, o que pode facilitar o vício. Kaled El Sahli, psiquiatra do Instituto Perdizes, destaca que a experimentação precoce de substâncias aumenta de duas a três vezes o risco de dependência futura.

Os fatores que levam os adolescentes ao uso de drogas são complexos e envolvem influências sociais, como a pressão dos pares e a busca por pertencimento. Dartiu Xavier, psiquiatra da Unifesp, ressalta que a curiosidade natural dos jovens, aliada a problemas familiares e traumas, pode impulsionar o uso de substâncias como uma forma de escape. No entanto, essa busca por alívio pode resultar em efeitos adversos, como problemas emocionais e comportamentais.

A prevenção é fundamental. Especialistas sugerem um modelo que inclua a redução de danos, visando identificar jovens em risco e oferecer suporte. O apoio familiar é crucial, com diálogo aberto e acompanhamento da rotina dos adolescentes. A presença da família pode ajudar a mitigar os riscos associados ao uso de drogas, promovendo um ambiente de acolhimento e compreensão.

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