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Quase 50% dos pesquisadores repatriados já residem no Brasil

Programa Conhecimento Brasil já atraiu 251 pesquisadores que retornaram ao país, mas investimento em regiões fora do Sudeste é abaixo do esperado

Pesquisador em laboratório da USP, uma das universidades destacadas no programa Conhecimento Brasil (Foto: Zanone Fraissat - 9.dez.2024/Folhapress)
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  • O programa Conhecimento Brasil, lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2022, visa repatriar pesquisadores brasileiros no exterior e combater a fuga de cérebros.
  • Em 2023, 44% dos 567 pesquisadores selecionados já residem no Brasil, totalizando 251 pesquisadores.
  • O programa recebeu propostas de 56 países e conta com um investimento total superior a R$ 600 milhões, mas apenas 30% dos recursos foram destinados a regiões fora do Sudeste.
  • A maior parte dos recursos, 51%, será alocada em instituições do Sudeste, enquanto o Nordeste receberá cerca de 20%.
  • Os projetos podem durar até cinco anos e oferecem salários de R$ 13 mil mensais para doutores e R$ 10 mil para mestres, além de auxílio-instalação e auxílio-saúde.

O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) anunciou que, em 2023, 44% dos 567 pesquisadores selecionados pelo programa Conhecimento Brasil já residem no Brasil. Lançado em 2022, o programa visa repatriar cientistas brasileiros no exterior e combater a fuga de cérebros.

Os dados revelam que 251 pesquisadores contemplados estão no Brasil, enquanto os Estados Unidos e a Alemanha abrigam 72 e 41, respectivamente. O programa recebeu propostas de 56 países, com um investimento total superior a R$ 600 milhões. No entanto, apenas 30% dos recursos foram destinados a regiões fora do Sudeste, onde a concentração de pesquisa é maior.

O programa é dividido em duas linhas. A primeira inclui pesquisadores que já estão no exterior, enquanto a segunda abrange projetos de empresas públicas ou privadas. O edital permitiu que pesquisadores residentes no Brasil fossem contemplados, o que gerou críticas sobre a falta de oportunidades no país. Ricardo Galvão, presidente do CNPq, destacou que o foco é a experiência no exterior, não o domicílio atual.

Recursos e Distribuição

A maior parte dos recursos do programa, 51%, será direcionada a instituições do Sudeste, como USP e UFMG. O Nordeste receberá cerca de 20%, com projetos em universidades como UFRN e UFPE. O edital previa que 40% dos recursos fossem alocados para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas o percentual final ficou um pouco acima de 30%.

Galvão afirmou que o programa não corre risco de cortes, pois os recursos vêm do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Os projetos podem ter duração de até cinco anos e incluem salários atrativos, como R$ 13 mil mensais para doutores e R$ 10 mil para mestres. Além disso, há auxílio-instalação e auxílio-saúde.

A presidente da ABC (Academia Brasileira de Ciências), Helena Nader, ressaltou a importância de investir em ciência em todo o país, citando o modelo de desenvolvimento da China como exemplo. A análise das propostas do programa foi complexa e, devido ao elevado número de inscrições, houve atrasos nas divulgações.

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