- O Brasil possui legislação avançada sobre biodiversidade, mas enfrenta desafios em investimento e políticas públicas.
- O consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira sequenciou 23 genomas completos em dois anos, destacando a bioeconomia.
- O governo deve aumentar o financiamento público em pesquisa, especialmente na Amazônia, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas.
- O consórcio é liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável, com a colaboração de 107 instituições.
- A genômica e a proteômica ajudam a entender a biodiversidade e a desenvolver técnicas para melhorar produtos, como o tucupi, extraído da mandioca-brava.
O Brasil, com uma legislação avançada sobre biodiversidade e um número expressivo de cientistas, enfrenta desafios em investimento e políticas públicas. O consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) sequenciou 23 genomas completos em dois anos, destacando a importância da bioeconomia e a valorização do capital natural.
A falta de investimento e políticas públicas adequadas impede uma alocação eficiente de capital privado. O governo deve identificar barreiras e aumentar o financiamento público em pesquisa, especialmente em áreas estratégicas como a Amazônia, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. A união entre ciência e desenvolvimento econômico já foi bem-sucedida no Cerrado, um dos principais polos do agronegócio mundial.
Avanços em Genômica
O GBB, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV), conta com a colaboração de 107 instituições. Além dos 23 genomas completos, outros 720 foram sequenciados em diferentes níveis de resolução. Alexandre Aleixo, do ITV, destaca que a bioeconomia combina conhecimento tradicional com ciência de ponta, estimulando a indústria local e a formação de pessoas.
Roberto Waack, cofundador da Coalizão Brasil, Clima, Floresta e Agricultura, enfatiza que o Brasil não está na periferia da pesquisa. Ele afirma que a valorização da natureza é crescente e que negócios dependem de ativos naturais. Indústrias farmacêuticas e de cosméticos já utilizam matérias-primas brasileiras, como o óleo de andiroba da Amazônia e o óleo da palmeira licuri da Caatinga.
Sustentabilidade e Desenvolvimento
A genômica e a proteômica se interligam para entender a composição de espécies e desenvolver técnicas de melhoria. Um exemplo é o tucupi, extraído da mandioca-brava, cuja análise de proteínas ajuda a garantir a qualidade do produto. Explorar a biodiversidade de forma sustentável é crucial para preservar florestas e melhorar as condições de vida da população local.
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