- Eiji Taninaka, paisagista brasileiro, transformou uma varanda de 12 m² em um jardim experimental na casa de 1710 em Vulpellac, Catalunha.
- O projeto priorizou a sustentabilidade, utilizando espécies mediterrâneas adaptadas à seca, cultivadas em cestos de vime.
- Taninaka respeitou a estrutura da casa, escolhendo materiais leves e substratos drenantes.
- O jardim serve como laboratório vivo, onde o paisagista estuda a biodiversidade e as interações entre as plantas e polinizadores.
- O espaço também é utilizado para atividades cotidianas, promovendo um estilo de vida sustentável.
Após anos residindo em Barcelona, o paisagista brasileiro Eiji Taninaka transformou uma varanda de 12 m² em um jardim experimental em sua nova casa, datada de 1710, na vila medieval de Vulpellac, na Catalunha. O projeto priorizou a sustentabilidade, utilizando espécies mediterrâneas adaptadas à seca, cultivadas em cestos de vime, que são mais leves do que vasos tradicionais.
O trabalho de Eiji envolveu um estudo detalhado da estrutura da casa, respeitando a antiga laje e optando por materiais que não comprometessem a segurança do imóvel. “O projeto exigiu um estudo minucioso de carga”, afirma o paisagista, que escolheu substratos drenantes e mobiliário adequado para o espaço. As plantas selecionadas incluem verbena-roxa, sálvia-russa, lantana-rasteira, oliveira e primavera, todas cultivadas em um substrato leve à base de fibra de coco e húmus de minhoca.
Biodiversidade em Pequeno Espaço
O jardim não é apenas um espaço estético, mas um laboratório vivo. Eiji estuda o comportamento das espécies, observando suas necessidades hídricas e interações com polinizadores. “Esse equilíbrio espontâneo revela que, mesmo em 12 m², a biodiversidade pode florescer,” destaca. O espaço também atrai visitantes como abelhas, borboletas e pequenos pássaros, contribuindo para um ecossistema vibrante.
Além de ser um local de pesquisa, o jardim serve como um refúgio pessoal. Eiji utiliza o espaço para atividades cotidianas, como tomar café da manhã e receber amigos. “É um lugar de uso cotidiano, onde descanso e me conecto com a natureza,” conclui. O projeto reflete a busca por um estilo de vida sustentável e a importância da biodiversidade, mesmo em áreas urbanas.
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