- Uma pesquisa da Universidade de Utah revelou que o uso de Ozempic, medicamento antidiabético, pode causar perda de força muscular em camundongos.
- A perda de peso com Ozempic resultou em uma redução de cerca de 10% na massa magra, mas a diminuição não ocorreu principalmente nos músculos esqueléticos.
- A pesquisa mostrou que órgãos metabolicamente ativos, como o fígado, encolheram significativamente.
- Apesar de alguns músculos esqueléticos terem diminuído de tamanho, a força muscular foi afetada, mesmo sem alteração no tamanho.
- Os pesquisadores destacam a necessidade de mais estudos para entender os efeitos do Ozempic na massa e força muscular em humanos, especialmente em adultos acima de 60 anos.
Uma nova pesquisa realizada na Universidade de Utah revelou que o uso do Ozempic, um medicamento antidiabético popular para perda de peso, pode resultar em perda de força muscular em camundongos, mesmo com uma redução mínima na massa muscular. O estudo levanta preocupações sobre a segurança do fármaco, especialmente para adultos acima de 60 anos, que já enfrentam riscos elevados de perda muscular.
Os pesquisadores observaram que, embora a perda de peso induzida pelo Ozempic tenha reduzido a massa magra em cerca de 10%, a maior parte dessa perda não se deveu aos músculos esqueléticos, mas a outros tecidos, como o fígado, que encolheu significativamente. Ran Hee Choi, coautor do estudo, destacou que a diminuição da massa em órgãos metabolicamente ativos é esperada durante uma perda de peso saudável.
Além disso, a pesquisa indicou que alguns músculos esqueléticos diminuíram de tamanho, mas a força muscular também foi afetada, mesmo quando o tamanho dos músculos permaneceu inalterado. Katsu Funai, professor associado e autor sênior do estudo, enfatizou que a perda de força pode impactar a qualidade de vida e a longevidade, especialmente em populações mais velhas.
Os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários para entender como medicamentos para perda de peso, como o Ozempic, afetam a massa e a força muscular em humanos, uma vez que a dinâmica de ganho e perda de peso pode variar significativamente entre espécies. Eles ressaltam a importância de investigar esses efeitos para garantir a segurança e eficácia do tratamento em diferentes faixas etárias.
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