- Cientistas criticam um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que minimiza os danos econômicos do aquecimento global.
- O documento afirma que os impactos são “menos severos do que se acredita” e foi elaborado por autores que questionam o consenso científico sobre mudanças climáticas.
- A oceanógrafa Joellen Russell considera o relatório uma tentativa de “suprimir a ciência”, enquanto o climatologista Benjamin Santer o vê como uma “revisão da ciência e da história”.
- O Departamento de Energia, liderado por Chris Wright, não respondeu diretamente às críticas, mas afirmou que o relatório passará por revisão pela comunidade científica até 2 de setembro.
- Cientistas estão se mobilizando para responder ao documento, cientes de que suas argumentações podem influenciar uma batalha legal que pode chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos.
Dois dias após o lançamento de um relatório do Departamento de Energia dos EUA, cientistas expressam preocupação com suas conclusões sobre o aquecimento global. O documento, que afirma que os danos econômicos do aquecimento são “menos severos do que se acredita”, foi elaborado por um grupo de autores que questionam o consenso científico sobre as mudanças climáticas.
Cientistas criticam o relatório, alegando que ele distorce décadas de pesquisa climática para apoiar a revogação de uma decisão da EPA de 2009, que reconheceu que os gases de efeito estufa ameaçam a saúde pública. Joellen Russell, oceanógrafa da Universidade do Arizona, descreve o relatório como uma tentativa de “suprimir a ciência”. Benjamin Santer, climatologista da Universidade de East Anglia, considera o documento uma “revisão da ciência e da história”.
Os autores do relatório, recrutados pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, incluem especialistas com credenciais respeitáveis, mas que têm visões divergentes sobre a ciência climática. O Departamento de Energia não respondeu diretamente às críticas, mas afirmou que o relatório será submetido a uma revisão mais ampla pela comunidade científica até 2 de setembro.
Cientistas estão se mobilizando para elaborar respostas ao relatório, cientes de que suas argumentações podem impactar uma batalha legal que pode chegar à Suprema Corte dos EUA. Andrew Dessler, cientista atmosférico da Texas A&M University, destaca a importância de não permanecer em silêncio diante do que considera uma distorção científica.
Desde a decisão da Suprema Corte de 2007, que classificou os gases de efeito estufa como poluentes, a EPA, sob a administração de Barack Obama, confirmou que esses gases representam uma ameaça à saúde pública. Atualmente, a EPA, sob a administração de Donald Trump, busca reverter essa determinação, o que gerou um debate acirrado entre cientistas e autoridades.
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