- O desmatamento na Amazônia aumentou 4% nos últimos 12 meses, com 960 quilômetros quadrados destruídos em maio.
- O Cerrado, por outro lado, teve uma redução de 21% na devastação.
- Em 2024, incêndios florestais consumiram 7,7 milhões de hectares, um aumento de 287% em relação à média histórica.
- A seca severa, a pior em 120 anos em algumas áreas, contribui para a propagação dos incêndios.
- O governo federal enfrenta desafios com a combinação de clima seco e incêndios, enquanto o Congresso discute flexibilização do licenciamento ambiental.
O desmatamento na Amazônia, que havia mostrado sinais de recuperação no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, registrou um aumento de 4% nos últimos 12 meses, com 960 km² de floresta destruídos apenas em maio. Em contraste, o Cerrado apresentou uma queda de 21% na devastação. Os dados são alarmantes, especialmente com a COP30 se aproximando, onde o Brasil será anfitrião.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que a perda de vegetação na Amazônia totalizou 4.495 km², a segunda menor desde 2015. O governo federal destaca que a destruição é agora mais impulsionada por incêndios do que por atividades de desmatamento direto. Apesar disso, os números atuais são frustrantes, considerando que, nos primeiros seis meses do governo Lula, o desmatamento havia caído 33,5%.
Incêndios Florestais em Alta
Os incêndios florestais em 2024 atingiram 7,7 milhões de hectares, um aumento de 287% em relação à média histórica. A seca severa, que em algumas áreas é a pior em 120 anos, tem contribuído para a propagação das chamas. Dados do MapBiomas revelam que 69,5% da área queimada em 2024 era de vegetação nativa, com a Amazônia sendo a região mais afetada.
O governo enfrenta um novo conjunto de desafios, pois a combinação de clima seco e incêndios tem ampliado a destruição dos biomas. Entre 1985 e 2024, quase um quarto do território brasileiro foi queimado pelo menos uma vez. A necessidade de ações preventivas, fiscalização rigorosa e punições eficazes é urgente.
Ações do Governo
Recentemente, o Congresso brasileiro tem adotado uma agenda que muitos consideram antiambiental, como a flexibilização do licenciamento ambiental. Em resposta, o presidente Lula vetou 63 trechos de uma nova lei que poderiam agravar a situação e apresentou uma Medida Provisória para garantir agilidade e rigor nas licenças ambientais.
Os últimos dados sobre desmatamento e incêndios florestais colocam o Brasil em uma posição delicada em relação a seus compromissos ambientais. Se o país não adotar medidas sérias para zerar a devastação e conservar suas florestas, as consequências podem ser severas, tanto do ponto de vista econômico quanto climático.
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