- Sam Altman, CEO da OpenAI, apresentou o GPT-5 em uma demonstração ao vivo.
- A apresentação gerou controvérsias devido a inconsistências nos gráficos comparativos com o GPT-4.
- Um gráfico indicava uma taxa de engano de 50% para o GPT-5, enquanto o do GPT-4 mostrava 47,4%.
- Outro gráfico apresentava a precisão do GPT-5 como 52,8%, mas a barra correspondente era maior do que a de modelos anteriores.
- Após críticas, Altman reconheceu um “mega erro” e pediu desculpas pelo que chamou de “criminoso gráfico involuntário”.
Sam Altman, CEO da OpenAI, apresentou o GPT-5 em uma demonstração ao vivo, mas a apresentação gerou controvérsias devido a inconsistências nos gráficos que comparavam o novo modelo com o anterior, o GPT-4. Durante o evento, Altman afirmou que o GPT-5 teria uma taxa de engano menor, mas os dados visuais contradiziam suas palavras.
Um dos gráficos mostrava que o GPT-5 teria uma taxa de engano de 50%, enquanto o gráfico do GPT-4 indicava 47,4%. No entanto, a barra que representava o GPT-5 era significativamente menor do que a do modelo anterior. Em outro gráfico, a precisão do GPT-5 foi apresentada como 52,8%, mas a barra correspondente era duas vezes maior que as de modelos anteriores, que mostravam 69,1% e 30,8%.
Após a repercussão negativa, Altman reconheceu um “mega erro” e pediu desculpas pelo que chamou de “criminoso gráfico involuntário”. A seção dos gráficos era intitulada “Engano”, levantando questões sobre a transparência e a responsabilidade da OpenAI em relação à apresentação de dados.
Impacto da IA na Mídia
A crescente utilização de modelos de IA para sintetizar informações tem gerado preocupações sobre a credibilidade das notícias. Atualmente, os principais consumidores de conteúdo são bots e modelos de IA, que estão desviando a atenção e os recursos publicitários de veículos de comunicação tradicionais.
Os dados indicam que a OpenAI, por exemplo, enviava um visitante por cada 250 páginas processadas, mas esse número caiu para 1.500. Isso levanta questões sobre o papel da IA na mediação da informação e a confiança que o público deposita nesses sistemas. A retórica em torno da IA muitas vezes minimiza suas limitações, apresentando-a como uma entidade quase autônoma, quando na verdade, a tecnologia ainda enfrenta desafios significativos.
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