- Oficina nacional em Brasília, no dia 24, reuniu especialistas, a Anvisa e equipes técnicas para adaptar a lista de patógenos prioritários da Organização Mundial da Saúde ao contexto brasileiro.
- O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde, busca definir critérios nacionais de vigilância e políticas públicas para resistência antimicrobiana.
- O objetivo é estabelecer uma metodologia de referência que possa orientar outros países e orientar ações de prevenção e controle da RAM no Brasil.
- Durante o encontro, a secretária Mariângela Simão destacou a importância da adaptação da lista às necessidades do país; a Anvisa contribuiu com dados regulatórios e de vigilância.
- Dados globais indicam que a resistência antimicrobiana causa mortes diretas e, com projeções, pode chegar a dezenas de milhões até 2050, com impactos econômicos significativos; no Brasil, são cerca de 33,2 mil óbitos diretos por ano.
A oficina nacional, realizada em Brasília no dia 24, reuniu especialistas, pesquisadores, representantes da Anvisa e equipes técnicas para adaptar a lista de patógenos prioritários da OMS ao contexto brasileiro. O objetivo é definir critérios nacionais e estabelecer uma metodologia de referência para outros países.
A iniciativa busca priorizar patógenos bacterianos considerando a epidemiologia brasileira, a capacidade laboratorial e as estratégias já adotadas pelo Ministério da Saúde. A ideia é alinhar ações de vigilância, prevenção e controle da resistência antimicrobiana com a realidade do país.
Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, ressaltou a relevância da adaptação da lista para orientar ações baseadas em evidências. A Anvisa participa do processo com dados de regulação, vigilância e de infecções relacionadas à assistência à saúde.
Contexto e panorama global e nacional: a resistência antimicrobiana envolve microrganismos que sobrevivem a antimicrobianos e representa um dos maiores desafios de saúde pública. No mundo, a RAM causa 1,27 milhão de mortes diretas anualmente; no Brasil, 33,2 mil óbitos são atribuídos diretamente ao problema.
A RAM é influenciada por uso inadequado de antibióticos, higiene insuficiente, alterações climáticas e descarte inadequado de resíduos. A abordagem One Health integra saúde humana, animal e ambiental para compreender o comportamento de patógenos relevantes e orientar políticas.
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