- Imagens da NASA mostram tule fog se estendendo pela Califórnia central em dezembro, persistindo há semanas.
- A névoa baixa se formou em novembro e, de acordo com as imagens, avança pelo Carquinez Strait em direção à Bay Area, com temperaturas mais frias no final.
- A inversão de temperatura prende o Tule fog no vale, funcionando como uma tampa que mantém o frio próximo ao solo.
- O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu avisos de névoa densa na região das Foothills da Califórnia central, com visibilidade reduzida a menos de 400 metros até sábado às 11h.
- Especialistas apontam que águas superficiais mais quentes no oceano e a falta de neve nas Sierra Nevada ajudam a manter a névoa por mais tempo.
O tule fog, névoa baixa típica do Vale Central da Califórnia durante o inverno, voltou a se expandir em dezembro, segundo novas imagens da NASA. O fenômeno começou em novembro e persistiu até início de dezembro, mantendo temperaturas mais frias na região.
Conforme as imagens, a névoa permanece estável sobre o Vale Central, movendo-se pelo Carquinez Strait e avançando em direção à Bay Area. As temperaturas frias devem permanecer, com o tempo marcado por bloqueio de calor na camada inferior da atmosfera.
Contexto e impactos
O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu vários avisos de nevoeiro denso na região de Foothill, nos últimos dias, reduzindo a visibilidade em estradas de montaña até sábado pelas 11h. O Vale Central tem registrado temperaturas médias de 37F (8C) à noite e 63F (17C) de dia; a Bay Area, 43F (6C) e 65F (18C), respectivamente.
Drew Tuma, meteorologista da ABC 7 News, aponta que a névoa pode sair do vale para o Carquinez Strait, atingindo a Bay Area e reduzindo ainda mais as temperaturas locais. A queixa de tempo frio persiste, acompanhada pelo fenômeno. Especialistas ressaltam que o tule fog costuma durar cerca de uma semana, mas, neste caso, chegou a duas semanas, um extremo para a temporada.
Causas e contexto científico
A inversão de temperatura prende a névoa no vale, formando uma camada espessa de ar frio próximo ao solo. A água na atmosfera permanece em estado úmido, enquanto os ventos ficam mais calmos, facilitando a persistência. Pacotes de água quente ao largo ajudam a manter a situação, dificultando o afastamento da névoa. Cientistas apontam que oceanos mais quentes e a falta de cobertura de neve nas Sierra Nevadas contribuem para o fenômeno.
Entre na conversa da comunidade