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OPAS alerta que temporada de gripe pode ser mais intensa

OPAS alerta sobre antecipação ou intensidade maior da temporada de influenza em 2026 na região das Américas, com vigilância ampliada, alta cobertura vacinal e preparação de serviços

© Paulo Pinto/Agência Brasil
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  • A Opas emitiu alerta para os países da região das Américas sobre a possibilidade de a temporada de influenza em 2026 ser antecipada ou mais intensa, após a OMS mencionar o subclado K do Influenza A H3N2 no Hemisfério Norte.
  • Recomendações incluem manter vigilância acentuada, elevar a cobertura vacinal, tratar casos precocemente e preparar serviços de saúde para atuação precoce ou mais intensa na temporada de 2026.
  • Também é indicada a vigilância de influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2, com medidas de prevenção, diagnóstico rápido e manejo clínico, especialmente para grupos de alto risco.
  • A vacinação contra vírus respiratórios deve priorizar grupos de alto risco; o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, afirma que a imunização reduz mortes, já que 3/4 dos óbitos ocorrem nesses grupos.
  • O Hemisfério Norte já vive a temporada; no Brasil, maior circulação pode antecipar ou intensificar impacto, reforçando a importância de manter alta cobertura vacinal e preparação estratégica.

O lançamento de um alerta da OPS indica que a temporada de influenza de 2026 na região das Américas pode ocorrer mais cedo ou ser mais intensa. O comunicado coincide com o levantamento da OMS sobre o subclado K do Influenza A H3N2, ligado ao aumento de casos no Hemisfério Norte, que está no inverno.

A OPS reforça a necessidade de monitoramento próximo da evolução do vírus, manutenção de elevada cobertura vacinal e tratamento oportuno de casos. A preparação envolve vigilância integrada de influenza, VSR e SARS-CoV-2, além de medidas de prevenção e controle de infecções.

Medidas recomendadas

As autoridades devem garantir diagnóstico precoce, manejo clínico adequado e vacinação ampla contra vírus respiratórios, com foco em grupos de alto risco. Também é essencial planejar a organização de serviços e o fornecimento de antivirais e EPIs, com comunicação de riscos a profissionais de saúde e população.

A vacinação continua central para reduzir óbitos, especialmente entre crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas, que Respondem por uma parcela significativa das mortes por influenza. A mensagem é de reforço da imunização entre esses grupos.

Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, ciclos de menor circulação no Brasil podem levar a temporadas mais agressivas por menos imunidade adquirida no passado, o que reforça a importância da cobertura vacinal. Ele observa que o Hemisfério Norte já vive a temporada, o que pode antecipar o Sul no ano seguinte.

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