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Risco de sangramento grave após parto atinge nível em cinco anos na Inglaterra

Risco de hemorragia pós-parto atinge maior nível em cinco anos na Inglaterra, com 32 por mil nascimentos; Lib Dems pedem plano nacional de resgate para elevar padrões

The possibility of a mother losing a large amount of blood is a known risk of childbirth. Photograph: gorodenkoff/Getty Images/iStockphoto
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  • O risco de hemorragia pós-parto entre mães na Inglaterra subiu a 32 por mil nascimentos em 2024, maior nível em cinco anos e alta de 19% desde 2020 (27 por mil).
  • No ano passado houve 16.780 casos de hemorragia pós-parto, o maior número dos cinco últimos anos, mesmo com queda no total de nascimentos; em 2023 foram 15.780 casos e em 2022, 15.230.
  • A hemorragia é definida como perda de pelo menos 1,5 litros de sangue após o parto.
  • Os Liberais Democratas pedem um “plano de resgate” nacional para elevar todas as unidades ao padrão considerado bom pela Comissão de Qualidade em Cuidados (Care Quality Commission, CQC); carta com apoio de 60 deputados.
  • Especialistas atribuem o aumento à maior complexidade dos partos, com fatores como obesidade e idade materna avançada; a CQC aponta que dois terços das unidades de maternidade não atingem padrão seguro.

O risco de hemorragia pós-parto entre mulheres na Inglaterra atingiu o nível mais alto em cinco anos, segundo dados oficiais. A taxa subiu de 27 por 1.000 nascimentos em 2020 para 32 neste ano, um aumento de 19%. O ano passado registrou o maior número de incidentes desde o início da série, com 16.780 casos.

Os números, compilados pelo NHS England e analisados pelos Liberal Democrats, cobrem eventos em que a mulher perde pelo menos 1,5 litros de sangue após o parto. Em comparação, 15.780 casos ocorreram em 2023 e 15.230 em 2022, ano em que quase todos os serviços de maternidade passaram a enviar dados.

O aumento ocorre em meio a preocupações sobre a qualidade dos cuidados de maternidade na NHS. As estatísticas reforçam críticas sobre segurança e resultados, citadas por representantes do Partido Liberal Democrats e por especialistas da área médica.

Reação política e percepção clínica

Os Liberais Democratas pedem ao secretário de Saúde, Wes Streeting, a elaboração de um “plano de resgate” nacional para elevar todas as unidades ao padrão considerado bom pela CQC. A exigência é ampliar a conformidade com as recomendações de investigações anteriores sobre maternidade.

Especialistas apontam que a gravidez atual envolve maior complexidade clínica. Obesidade, idade avançada das gestantes e fatores como hipertensão elevam o risco de sangramento intenso, ainda que a maioria das mulheres não sofra esse desfecho.

Perspectiva técnica e próximos passos

O professor Asma Khalil, especialista em obstetrícia e porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, destaca que o aumento deve ser visto no contexto de maior complexidade dos partos. Médicos ressaltam a necessidade de reduzir fatores de risco e aprimorar intervenções de suporte.

A resposta institucional inclina-se para ações estruturais. Um porta-voz do Departamento de Saúde indicou que o governo ordenou uma revisão rápida dos serviços de maternidade e criará uma nova força-tarefa nacional para maternidade e neonatologia, com foco em questões profundas da área.

Contorno das informações

Os dados utilizados representam eventos com perda de volume sanguíneo acima do limiar definido, fornecidos pela NHS England. As informações são usadas para mapear tendências, orientar políticas públicas e reforçar a vigilância sobre a qualidade do atendimento obstétrico no Reino Unido.

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