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Quase 10% de agentes penitenciários tiveram diagnóstico de depressão

Entre agentes penitenciários, depressão 10,7%, ansiedade 20,6% e pânico 4,2%; obesidade, hipertensão e doenças ortopédicas aparecem; governo promete políticas de cuidado

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • Pesquisa com 22,7 mil agentes penitenciários entre 2022 e 2024, feita pela Senappen com a Fiocruz, aponta depressão 10,7%, ansiedade 20,6% e pânico 4,2%.
  • Também há relatos de obesidade em 12,5%, hipertensão em 18,1% e doenças ortopédicas em 12,3%.
  • A divulgação integra a pesquisa Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro.
  • O governo federal afirma necessidade de políticas estruturadas de cuidado e prometeu ampliar ações para os mais de 100 mil servidores penitenciários.
  • Autoridades destacam que esses profissionais são estratégicos para a segurança pública e tiveram demandas históricas ignoradas.

Pelo menos 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros tiveram diagnóstico de depressão, aponta a pesquisa. O estudo envolve 22,7 mil profissionais da área entre 2022 e 2024, em todo o país, e foi divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A investigação traz ainda que 20,6% dos agentes relatam transtorno de ansiedade e 4,2% apresentam relatos de transtorno de pânico. Em relação a condições físicas, 12,5% enfrentam obesidade, 18,1% hipertensão e 12,3% apresentam doenças ortopédicas.

O levantamento é fruto de parceria entre a Senappen e a Fiocruz e ressalta que os mais de 100 mil servidores penitenciários desempenham função estratégica para a segurança pública, ainda que muitas vezes invisibilizados.

Mudanças propostas pelo governo

Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, há urgência na implementação de políticas estruturadas de cuidado para a categoria. Ele destacou que esses profissionais sustentam a segurança pública e tiveram necessidades ignoradas, e afirmou que haverá aprimoramento e expansão de ações de cuidado.

O diretor de Políticas Penitenciárias, Sandro Abel Sousa Barradas, afirmou que as ações devem impactar bem-estar, valorização e desempenho dos servidores, com foco em condições para exercer a função com dignidade. A autoridade reiterou o compromisso de consolidar medidas já iniciadas.

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