- Arquitetos da London Eye propõem uma lagoa de maré de 14 milhas off the Somerset coast, com 125 turbinas submersas para capturar energia da maré.
- O West Somerset Lagoon teria custo de £11bn e potência máxima de 2,5 GW, suficiente para abastecer cerca de 2 milhões de casas.
- A linha arcada curvaria de Minehead a Watchet, sem atravessar toda a largura do canal, combinando energia renovável com turismo e infraestrutura costeira.
- O projeto prevê passeio ao longo do topo da barreira para pedestres e ciclistas, além de marina de esportes aquáticos, lido e torre de observação; há possibilidade de datacenters e cultivo marinho.
- A equipe destaca que o apoio do governo é essencial para financiar; o governo diz considerar propostas bem desenvolvidas de energia das marés, com foco em custo-benefício e segurança.
A proposta West Somerset Lagoon apresenta uma linha de 14 milhas em arco ao largo da costa de Somerset, no Reino Unido, para operar uma usina de energia mareal com 125 turbinas submersas. O projeto, avaliado em 11 bilhões de libras, prevê produção de até 2,5 GW, próximo do pico de energia gerado pela central de Hinkley Point C, a 12 milhas a leste. A ideia é aproveitar o segundo maior intervalo de marés do mundo para abastecer a rede com energia renovável.
Quem está envolvido
O projeto é encabeçado pela arquiteta Julia Barfield, responsável pelo London Eye, e integra uma equipe que busca investimento para viabilizar a lagoa.
A administração local já recebe apoio de parlamentares da região, com a deputada Rachel Gilmour destacando o potencial de crioulo icônico para a região. O consórcio afirma ter interesse de financiadores, condicionando o apoio à atuação do governo.
Quando e onde
A proposta situa-se entre Minehead e Watchet, próximo à costa de Somerset, sul da Inglaterra. O horizonte de implementação depende de aprovação regulatória e suporte governamental, com a avaliação de custo-viabilidade já em andamento.
Por quê
A lagoa visa atender ao aumento de demanda por energia causado pela expansão de inteligência artificial no país. A equipe afirma que datacentres podem elevar o consumo de eletricidade e que a energia mareal oferece fonte previsível de baixo carbono.
Desenho e impactos previstos
O arco não cruza toda a largura do canal, conectando a costa de Somerset com uma linha curvada que abriga a operação. A infraestrutura prevê ainda um caminho superior para pedestres e ciclistas, marina para esportes aquáticos, um lido e uma torre de observação.
Possíveis desdobramentos
Há menção de instalar datacentres dentro da própria estrutura para aproveitamento de refrigeração com água do mar. O projeto também prevê áreas para cultivo de ostra e marisco, painéis solares flutuantes e um ancoradouro costeiro para estimular a economia local de Minehead, uma região de desafios socioeconômicos.
Opinião pública e oficial
O grupo diz haver interesse de investidores, desde que o governo demonstre apoio claro. Um porta-voz do governo britânico afirmou que propostas bem desenvolvidas para energia mareal são bem-vindas, desde que apresentem boa relação custo-benefício.
Contexto energético
Especialistas destacam que a energia mareal pode ser mais previsível que vento e solar, ainda que haja períodos sem geração. Os promotores afirmam que a lagoa pode sustentar até 120 anos de operação, oferecendo uma alternativa de baixo carbono para atender a demanda de datacentres e serviços digitais.
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