Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Árvore mais isolada do planeta morre após ser atingida por caminhão

Árvore Solitária do Teneré, referência para caravanas, morreu após colisão com caminhão em mil novecentos setenta e três; monumento e selo celebram o marco

Fotografia da árvore que foi atingida.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Árvore Solitária do Teneré, uma acácia da espécie Vachellia tortilis, ficou isolada no deserto do Saara, servindo de referência para caravaneiros ao longo de séculos.
  • Em 1930s, um poço próximo revelou um lençol freático a pouco mais de trinta metros de profundidade, permitindo que a planta mantivesse a umidade.
  • O primeiro acidente envolvendo a árvore ocorreu na década de quarenta, quando um veículo bateu em um dos caules e o motorista cortou o caule atingido.
  • Em mil novecentos e setenta e três, um caminhão derrubou a árvore definitivamente, que acabou levada ao Museu Nacional do Níger e ganhou um monumento no local original.
  • Um selo postal do Níger, lançado um ano após a morte da árvore, imortalizou o feito, destacando a ironia de uma vida resistente ao deserto ter sido derrubada por um veículo.

A Árvore Solitária do Teneré, única referência viva em um raio de centenas de quilômetros, morreu após ser atingida por um caminhão em 1973. Localizada no deserto do Saara, no extremo nordeste do Níger, a acácia Vachellia tortilis resistiu por séculos a condições extremas e ao tráfego de caravanas.

A árvore ficou marcada pela história de uma região quase sem fé em vida: serviu de ponto de passagem para caravanas transaarianas e ganhou status de proteção entre os viajantes. O lençol freático a poucos metros de profundidade garantiu a umidade necessária para sobreviver aos períodos de seca.

Contexto histórico da árvore

Na década de 1930, um poço próximo revelou água subterrânea a mais de 30 metros de profundidade, sustentando as raízes da planta. Por décadas, a árvore permaneceu em pé, tornando-se referência constante em meio ao deserto.

A região, quase sem vegetação, era descrita como um dos lugares mais inóspitos do planeta. A árvore passou a ser conhecida como a Árvore Solitária, símbolo de resistência em um ambiente de dunas e areia.

Os acidentes envolvendo a árvore

O primeiro choque ocorreu na década de 1940, quando um motorista bateu em um dos caules e cortou o ramo atingido. A árvore sobreviveu com apenas um tronco, mantendo-se de pé por alguns anos.

O acidente mais grave ocorreu em 1973, quando um caminhoneiro atingiu a árvore, derrubando-a. O tronco caiu, encerrando milhares de anos de existência no local. Os restos foram recolhidos para o Museu Nacional do Níger.

O desfecho e as consequências

Logo após a morte, a árvore ganhou um monumento marcado por um poste metálico no local original. Em 1974, o governo do Níger lançou um selo postal em homenagem à árvore. O episódio é lembrado como paradoxo da resistência natural frente à intervenção humana.

A história da Árvore Solitária do Teneré levanta questionamentos sobre memória do deserto e a relação entre viajantes e elementos naturais. A narrativa permanece como referência histórica em registros sobre o Saara e o Níger.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais