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Empresa de implantes cerebrais de Musk mira cirurgia automatizada em 2026

Neuralink planeja produção em larga escala e cirurgia quase automatizada em 2026, com filamentos que atravessam a dura-máter sem remoção

(BRENDAN SMIALOWSKI / Colaborador/Getty Images)
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  • Neuralink planeja produzir em larga escala e adotar cirurgia quase automatizada em 2026, com filamentos atravessando a dura-máter sem removê-la.
  • Os testes em humanos começaram em 2024 após aprovação da Food and Drug Administration (FDA).
  • No início de 2024, o chip foi implantado em um paciente paralisado; em setembro, 12 pessoas com paralisia grave já usavam o implante para controlar ferramentas digitais e físicas.
  • O dispositivo funciona como uma interface cérebro–computador, com 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios, dentro de um implante do tamanho de uma moeda.
  • O objetivo é devolver habilidades motoras e de comunicação a pessoas com paralisia severa, permitindo controle por pensamento.

A Neuralink, empresa de implantes cerebrais ligada a Elon Musk, pretende iniciar a produção em larga escala e adotar um procedimento cirúrgico quase automatizado em 2026. A informação foi publicada por Musk na rede social X.

Segundo o empresário, os filamentos do dispositivo atravessarão a dura-máter sem a necessidade de removê-la, o que ele classificou como algo muito significativo.

A Neuralink iniciou testes em humanos em 2024, após autorização da FDA, com o objetivo de saber se pacientes com tetraplegia conseguem controlar dispositivos externos apenas com o pensamento.

No começo de 2024, o chip foi implantado pela primeira vez em um paciente paralisado nos EUA, que moveu um cursor e interagiu com o computador por sinais cerebrais. Em setembro, a empresa informou que 12 voluntários já utilizavam o implante para controlar ferramentas digitais e físicas.

Avanços tecnológicos e funcionamento

O implante integra o campo das interfaces cérebro-computador (BCIs), que traduz atividade neural para controlar dispositivos como robôs ou celulares. A intenção é devolver habilidades motoras e de comunicação a pessoas com paralisia severa.

Embora concorrentes também testem BCIs em humanos, o modelo da Neuralink se diferencia pela associação com Musk e pela tecnologia envolvida: o dispositivo conta com 1.024 eletrodos distribuídos em 64 fios, em um implante do tamanho de uma moeda.

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