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NHS amplia clínicas de cardiopatia para reduzir disparidades étnicas no tratamento

Clínicas rápidas de avaliação de válvula cardíaca, em piloto no sul de Londres, devem ser ampliadas pelo NHS para reduzir desigualdades étnicas no diagnóstico e tratamento

Research found black people were less likely to undergo a procedure to replace their aortic valve than white patients.
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  • Um piloto de consultas rápidas de avaliação de válvula cardíaca, realizado no sul de Londres em parceria entre o Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust e o King’s College Hospital, teve sucesso em reduzir desigualdades de tratamento e é pedido para ser ampliado a todo o NHS na Inglaterra.
  • O programa identifica pacientes com sopro no coração ou diagnóstico prévio e os encaminha às clínicas rápidas para avaliação e tratamento, especialmente em áreas com maior população de minorias étnicas.
  • Estudo recente mostra que pacientes pretos tinham 48% menos chances de realizar um procedimento de substituição da válvula aórtica, e pacientes sul-asiáticos 27% menos, em comparação com pacientes brancos.
  • O piloto, com seis meses de funcionamento, já realizou triagem de 168 pacientes, 55% dos quais de minorias étnicas; 57% apresentaram doença de válvula ou achados clinicamente significativos e 35% tinham doença moderada ou maior que demandaria tratamento ou acompanhamento.
  • Os médicos defendem a expansão nacional do modelo, afirmando que levar as clínicas para a comunidade acelera o diagnóstico, reduz complicações e pode diminuir custos para o NHS.

O piloto de clínicas de avaliação rápida de válvula cardíaca foi criado para diagnosticar doenças da válvula aórtica entre pessoas de minorias étnicas na Inglaterra. A iniciativa envolve dois centros no sul de Londres, parceria entre o Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust e o King’s College Hospital. A ideia é diagnosticar cedo, oferecendo tratamento quando necessário, para reduzir desigualdades no atendimento.

O programa já está em funcionamento há seis meses. Até agora, foram avaliados 168 pacientes, com 55% identificados como de origem étnica minoritária. Entre os avaliados, 57% tinham valvopatia ou constatações clinicamente relevantes, e 35% apresentaram doença valvar moderada ou maior.

A reagência destaca que, apesar de avanços, muitos casos passam despercebidos em comunidades de maior vulnerabilidade econômica. Os especialistas afirmam que a presença das clínicas na comunidade facilita o diagnóstico mais rápido e a indicação de tratamento, quando cabível.

Potencial de expansão

Profissionais defendem a replicação do modelo em toda a Inglaterra, citando a necessidade de diminuir a desigualdade no acesso ao tratamento de doença valvar. O objetivo é estender a oferta para regiões com índices semelhantes de subdiagnóstico.

Impacto institucional e perspectivas

Pesquisadores ressaltam que o acesso à cirurgia de substituição da válvula tem sido pouco equitativo entre diferentes grupos étnicos. A iniciativa é vista como uma abordagem inovadora para aprimorar o cuidado de pacientes com doença valvar em áreas desfavorecidas.

Apoio institucional assume relevância para sustentar a expansão. A Fundação Britânica do Coração observa que projetos como este ajudam a reduzir barreiras e a facilitar o atendimento no momento certo. A NHS England ainda não comentou o tema.

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