- Ghana registrou queda significativa nas mortes de crianças por malária após a adoção de dois vaccines: da GlaxoSmithKline e da parceria entre Oxford University e Serum Institute of India.
- Entre 2018 e 2024, as mortes de menores de cinco anos caíram de 245 para 35, e as infecções passaram de cerca de 6,7 milhões para 5,3 milhões.
- A Gavi, atual financiadora das vacinas na África, planeja gastar pouco mais de $800 milhões nos próximos cinco anos, 28% abaixo do necessário, com estima de 19.000 vidas adicionais perdidas devido à menor taxa de vacinação.
- Os Estados Unidos encerraram o apoio à Gavi, condicionando próximos recursos à retirada de preservante à base de mercúrio (thimerosal); o Reino Unido também reduziu suas doações.
- Ainda assim, a implementação enfrenta desafios logísticos (necessidade de várias doses) e resistência local em algumas regiões, mas o impacto positivo já é visto em Ghana e em outros 24 países africanos.
Gana registrou queda expressiva na mortalidade infantil por malária após a implementação de duas vacinas recentes. País, já com ações como distribuição de mosquiteiros e tratamento rápido, tornou-se referência regional. Vacinas da GSK e de Oxford/Serum Institute passaram a fechar o gap de proteção.
Segundo autoridades locais, a vacinação tem sido um divisor de águas. Em 2024, mortes de crianças abaixo de 5 anos caíram de 245 em 2018 para 35. A incidência de malária também recuou, com registros caindo de 6,7 milhões em 2018 para 5,3 milhões em 2024.
Progresso e impacto
A implementação, iniciada em 2023, ocorreu em 24 países africanos com apoio da Gavi. Dados de Ghana apontam redução de casos graves entre crianças vacinadas e boa adesão aos esquemas de três doses, com reforço recomendado até os 2 anos.
Estudos apontam que, mesmo com eficácia inicial menor que outras vacinas infantis, a adoção tem salvado vidas. A organização enfatiza que resultados reais superam expectativas em várias regiões, inclusive em áreas com serviços de saúde limitados.
Financiamento e doadores
Gavi planeja gastar pouco mais de 800 milhões de dólares nos próximos cinco anos, 28% abaixo do necessário. A queda decorre de aportes abaixo da meta e de um ajuste de orçamento para o programa africano. Documentos internos indicam possível perda adicional de até 19 mil vidas por queda na vacinação.
O governo dos EUA, sob a administração atual, anunciou fim de apoio financeiro direto à Gavi, citando prioridades nacionais. A conferir: o Departamento de Saúde disse manter cooperação com parceiros, enquanto a linha de financiamento direto é reavaliada.
Desafios e próximos passos
Outros doadores reduzem prestações, como o Reino Unido, que se comprometeu com menos recursos. Ainda assim, a Gavi afirma manter canal aberto com governos e continuar a priorizar a vacinação, com negociações para reduzir custos de insumos para ampliar cobertura.
A logística de aplicação de vacinas com múltiplas doses permanece um obstáculo, principalmente em áreas rurais. Países já estudam ampliar a participação local no financiamento e manter a eficácia da campanha com atestados de conclusão de doses.
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