- Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, realizou um transplante facial pioneiro com a doadora que pediu morte assistida antes do procedimento.
- A cirurgia envolveu o transplante de tecido central da face e contou com cerca de cem profissionais, incluindo psiquiatras e imunologistas.
- A receptora, identificada apenas como Carme, tinha necrose do tecido facial provocada por infecção após picada de inseto, o que prejudicava fala, alimentação e visão.
- O procedimento ocorreu durante o outono de 2025; a data exata não foi divulgada por motivos de privacidade.
- A Espanha é líder mundial em transplantes de órgãos há mais de três décadas; em 2024 foram realizados cerca de 6.300 transplantes, com 426 pessoas recebendo assistência para morrer naquele ano.
Um hospital de Barcelona anunciou nesta segunda-feira a realização de um transplante facial pioneiro. A doadora havia solicitado morte assistida antes de o procedimento ocorrer, segundo informações do Vall d’Hebron.
A receptora, identificada apenas pelo primeiro nome Carme, sofria de necrose do tecido facial causada por uma infecção após picada de inseto. A cirurgia envolveu o transplante de tecido composto da parte central do rosto e contou com a participação de cerca de 100 profissionais, incluindo psiquiatras e imunologistas.
A coordenadora de transplantes Elisabeth Navas destacou o nível de maturidade da doadora, que decidiu encerrar sua vida e ofereceu o rosto para dar uma segunda chance a uma pessoa desconhecida. A receptora afirmou, em coletiva, que a recuperação segue positiva.
Detalhes do procedimento e critérios
Para transplantes faciais, o doador e o receptor devem ter o mesmo sexo, grupo sanguíneo e tamanho de cabeça compatíveis. O Vall d’Hebron já realizou parte relevante dos casos com a própria equipe, responsável por metade dos seis transplantes faciais já realizados na Espanha.
A Espanha é líder mundial em transplantes de órgãos há mais de três décadas. O país legalizou a eutanásia em 2021, com a prática presente em dados recentes do governo. Em 2024, foram registrados 426 casos de assistência para morrer no país.
Informações oficiais do hospital não revelaram a data exata do procedimento por questões de privacidade. O comunicado indica apenas que o transplante ocorreu no outono de 2025, durante o período correspondente no hemisfério norte.
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