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Inca estima 781 mil novos casos de câncer por ano e Ministério expande oncologia

INCA projeta 781 mil novos cânceres por ano entre 2026 e 2028; governo amplia cuidado oncológico com o programa Agora Tem Especialistas no SUS

Foto: Rafael Nascimento/OMS
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  • O INCA estima cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028; sem pele não melanoma, a estimativa fica em aproximadamente 518 mil casos anuais.
  • O Governo lançou o programa Agora Tem Especialistas em 2025, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento no tempo oportuno pelo SUS.
  • Ampliação da mamografia: mulheres de 40 a 49 anos podem realizar o exame na rede pública, idade limite subiu de 69 para 74 anos; cerca de 3 milhões de mamografias foram feitas em 2025.
  • Vacinação e diagnóstico precoce: vacinação contra HPV é parte da prevenção; o Ministério expandiu o uso do teste molecular DNA-HPV para ampliar deteção do colo do útero.
  • Avanços no tratamento: 24 aceleradores lineares entraram em funcionamento em 2025 e mais 131 devem ser adquiridos em 2026; houve incremento significativo na quimioterapia e em ações de radioterapia com novo modelo de financiamento.

O INCA revisou suas projeções, estimando cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Se forem excluídos os tumores de pele não melanoma, a estimativa fica em torno de 518 mil casos anuais. Os números foram divulgados na publicação Estimativa 2026–2028, divulgada no Dia Mundial do Câncer.

A divulgação destaca que o envelhecimento populacional contribui para o aumento da incidência, que figura entre as principais causas de adoecimento e morte no país. O estudo reforça a necessidade de ampliar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno pelo SUS.

Diante desse cenário, o Governo Federal implementou, em 2025, o programa Agora Tem Especialistas, com foco no fortalecimento da oncologia na rede pública. O objetivo é estruturar a maior rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer já criada no país, com coordenação nacional e apoio do INCA.

Entre os tipos mais incidentes, o INCA aponta, entre os homens, próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide aparecem com maior frequência. O câncer de pele não melanoma continua o mais comum em ambos os sexos, mas com alta incidência e baixa letalidade.

A prevenção e detecção precoce ganham atenção, especialmente para colo do útero e câncer colorretal, que aparecem entre os mais incidentes no país. Medidas de alcance nacional devem reduzir mortalidade por meio de diagnóstico mais rápido e tratamento oportuno.

Avanços na prevenção, no diagnóstico e no tratamento foram destacados pelo Ministério da Saúde. A ampliação da mamografia pelo SUS permite rastreamento para mulheres de 40 a 74 anos, mesmo sem sinais, com impacto na detecção precoce. A oferta anterior era restrita a 50 a 69 anos.

Em 2025, o SUS realizou cerca de 3 milhões de mamografias bilaterais de rastreamento. A Pesquisa Vigitel/MS mostrou que 92% das mulheres de 50 a 69 anos já haviam feito o exame, reflexo da ampliação do acesso.

Carretas de atenção à saúde da mulher percorreram municípios com atividades de prevenção ao câncer de mama e colo do útero, oferecendo mamografia, ultrassonografia pélvica e exames diagnósticos. O programa Agora Tem Especialistas ampliou a oferta de consultas e exames em unidades móveis.

A ampliação do diagnóstico também ocorreu com a implantação de DNA-HPV, teste molecular para detectar o vírus antes de lesões, inicialmente em 12 estados. A ferramenta facilita o rastreamento organizado da doença no SUS, incluindo mulheres sem sintomas.

A vacinação contra HPV, disponível no SUS para meninas e boys de 9 a 14 anos, e para grupos específicos, atingiu, em 2025, cobertura de 85% em meninas e 73% em meninos nessa faixa etária. O objetivo é alcançar, até 2030, metas da OMS para a eliminação do câncer do colo do útero.

Mais tratamentos chegaram ao SUS. Um medicamento inédito para câncer de mama HER2 positivo deve reduzir a mortalidade em até 50%, com investimento público de aproximadamente R$ 159,3 milhões e custo menor que o praticado no mercado.

A quimioterapia no SUS registrou recorde em 2025, com quase 7 milhões de procedimentos até novembro, representando crescimento de cerca de 80% frente a 2022. Além disso, 24 aceleradores lineares entraram em operação em 2025, com previsão de mais 131 equipamentos em 2026 para manter o tratamento no tempo adequado.

Foi criada uma nova portaria de radioterapia em 2025 para financiar serviços de acordo com a demanda de pacientes. Também foi instituído um auxílio específico para custear transporte, alimentação e hospedagem de pacientes que precisam se deslocar para tratamento.

Viva Mais Brasil é a estratégia lançada pelo governo no início deste ano, com aporte de R$ 340 milhões e dez compromissos voltados à promoção da saúde. Entre as ações, destacam-se iniciativas de prevenção do câncer, como incentivo à atividade física, alimentação saudável, redução do tabagismo, maior vacinação e combate às doenças crônicas, incluindo a Academia da Saúde, que deve receber mais recursos em 2026.

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