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Ministério da Saúde inicia transição no SUS com insulina mais moderna

Ministério da Saúde inicia transição para insulina glargina no SUS, com piloto em quatro estados, beneficiando mais de cinquenta mil pacientes

Foto: Rafael Nascimento/MS
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  • Ministério da Saúde inicia a transição da insulina humana (NPH) para a glargina, insulina de ação prolongada, no SUS, com piloto em Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, atingindo crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. Estimativa: mais de cinquenta mil beneficiários na primeira fase.
  • A glargina oferece até vinte e quatro horas de ação e aplicação única diária; mudança será gradual, conforme avaliação individual de cada paciente, com treinamentos para equipes da Atenção Primária.
  • Parceria para desenvolvimento produtivo envolve Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan & Lee; previsão de ampliar produção e chegar a trinta e seis milhões de tubetes até 2026 para o SUS, com entregas de mais de seis milhões de unidades em 2025.
  • Além da glargina, haverá produção nacional da insulina NPH e Regular por meio de parceria com Wockhardt, Funed e Biomm; produção prevista de oito milhões de unidades até 2026, com quase dois milhões já entregues.
  • A transição é acompanhada por grupo de trabalho criado em novembro de 2025, com monitoramento de dados e capacitação de equipes; treinamentos começaram em vinte e sete de janeiro e devem terminar em meados de fevereiro.

O Ministério da Saúde deu início à transição do uso de insulina humana NPH para a insulina glargina de ação prolongada no SUS. A mudança visa ampliar as opções terapêuticas para pessoas com diabetes, com aplicação diária mais simples e controle glicêmico estável.

O projeto-piloto será implementado em quatro estados: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. Abrange crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2, com previsão de contemplar mais de 50 mil pessoas na etapa inicial.

A glargina permite dose única diária e atuação de até 24 horas. A transição será gradual, com avaliação individualizada de cada paciente, sob supervisão de equipes da Atenção Primária. Ao longo dos primeiros meses, haverá monitoramento de resultados para planejar a expansão.

O governo destaca que a medida fortalece o complexo industrial nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que o Brasil voltou a produzir insulina, garantindo segurança aos pacientes e ampliando o acesso gratuito a medicamentos pela rede pública.

A implementação ocorre por meio da PDP, envolvendo Bio-Manguinhos/Fiocruz, Biomm e Gan & Lee. A parceria prevê transferência de tecnologia para fortalecer a produção de insulina no país, contribuindo para soberania em medicamentos e insumos de saúde.

Em 2025, a parceria entregou mais de 6 milhões de unidades de insulina, com investimento de 131 milhões de reais. A previsão é chegar a 36 milhões de tubetes produzidos até o fim de 2026 para abastecer o SUS.

Além da glargina, o Ministério promove a fabricação nacional de insulinas NPH e Regular, em parceria com Wockhardt, Funed e Biomm. O acordo prevê entrega de 8 milhões de unidades até 2026, já tendo sido entregues quase 2 milhões com investimento federal de 142 milhões.

O Grupo de Trabalho da Insulina, criado em novembro de 2025, embasa a transição. Foram realizados estudos para adaptar a insulinoterapia às restrições de produção globais. A escolha dos territórios buscou representatividade regional e viabilidade de implementação.

As ações incluem treinamento de profissionais de saúde da Atenção Primária, com foco no uso de canetas aplicadoras e na administração segura. Os treinamentos começaram em 27 de janeiro e devem encerrar no meio de fevereiro, preparando equipes para iniciar a transição nos territórios.

O SUS continua oferecendo tratamento integral ao diabetes, desde o diagnóstico até o monitoramento. A Atenção Primária é a porta de entrada e coordena o acompanhamento com equipes multiprofissionais. A rede já disponibiliza insulinas de ação rápida, lenta e similares, além de tratamentos orais.

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