- O Ministério da Saúde da Coreia do Sul divulgou plano para aumentar o número de estudantes de medicina em 16% em 2027, chegando a 3.548 vagas, ante 2024.
- O aumento seguirá em etapas até atingir 3.871 estudantes em 2030, com objetivo de fortalecer hospitais e serviços de saúde regionais, essenciais e públicos.
- O anúncio ocorre após protestos nacionais de 2024, quando milhares de médicos em formação se manifestaram contra aumentos anteriores.
- A ministra da Saúde, Jeong Eun-kyeong, disse que o plano foi elaborado após discussões e que o governo manterá diálogo com profissionais e o público.
- A Korean Medical Association, que representa médicos, criticou a medida como irresponsável, questionando estimativas e dados usados, sem indicar se haverá novos protestos.
A Coreia do Sul retomou o plano de aumentar o número de alunos de medicina, com previsão de alta de 16% em 2027 e novos aumentos nos anos seguintes, informou o ministério da Saúde nesta terça-feira. A medida visa fortalecer serviços de saúde regionais, essenciais e públicos.
Segundo o ministério, a cota de estudantes de medicina subiria para 3.548 em 2027, um incremento de 490 em relação a 2024, e continuaria aumentando até chegar a 3.871 em 2030. A iniciativa faz parte de uma série de ajustes focados na capacidade de atendimento.
O ministro da Saúde, Jeong Eun-kyeong, afirmou que o plano foi elaborado após consultas com profissionais e o público e que o governo atuará com humildade na comunicação. Jeong foi nomeada pelo presidente atual, Lee Jae Myung, que assumiu em junho do ano passado.
A reação veio da Associação Médica Coreana, que representa os médicos, que criticou a medida como irresponsável e baseada em estimativas inadequadas e dados distorcidos. Não ficou claro se a associação planeja resistência ou protestos adicionais.
Contexto e próximos passos
O debate sobre aumentos de vagas ocorreu após protestos de 2024, durante a gestão do então presidente Yoon Suk Yeol, que pediu reajustes maiores no número de médicos. A nova proposta será implementada de forma gradual, acompanhando a evolução do mercado de saúde do país.
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