- A Microsoft quer usar cabos de supercondutores de alta temperatura para tornar data centers mais compactos e reduzir perdas de energia.
- A tecnologia permitiria cabos mais leves e espaço menor tanto dentro dos data centers quanto nas linhas de transmissão conectando a rede elétrica.
- Os cabos HTS precisam ser resfriados a temperaturas muito baixas (provavelmente com nitrogênio líquido), e a produção depende de materiais raros cuja cadeia de suprimento é concentrada na China.
- A empresa já mostrou, com a VEIR, que cabos HTS em centros de dados poderiam entregar a mesma potência com cerca de dez vezes menos dimensão e peso.
- Além de uso interno, a Microsoft avalia trabalhar com empresas de energia para ampliar linhas de transmissão com HTS, o que poderia acelerar obras e reduzir custos.
A Microsoft pretende redesenhar seus data centers para reduzir espaço e melhorar eficiência, recorrendo a materiais que permitem passagem de eletricidade sem resistência. Caso os chamados superconductores de alta temperatura cheguem ao mercado, a empresa afirma que a tecnologia pode transformar a construção de centros de dados e da infraestrutura elétrica associada.
Os cabos HTS permitem conduzir corrente sem perdas, o que reduziria o espaço necessário e facilitaria o cabeamento. Hoje, esse tipo de tecnologia aparece em máquinas de ressonância magnética e em trechos de linhas de transmissão em áreas densas de cidades, como Paris e Chicago. O desafio é tornar a produção viável em larga escala e a custos competitivos.
A iniciativa envolve o uso de fitas de HTS, feitas com óxido de cobre e terras raras. Embora o material exija resfriamento a temperaturas baixas, o potencial de redução de dimensões é visto como vantagem para o layout de salas elétricas e racks de hardware, segundo a Microsoft.
Desenvolvimento de HTS no data center
A Microsoft aponta que cabos menores possibilitam maior flexibilidade no desenho das instalações elétricas internas. Em demonstração financiada pela empresa, a VEIR, empresa de supercondutores com Sede em Massachusetts, mostrou que cabos HTS podem entregar a mesma potência com cerca de 10 vezes menos dimensionamento e peso em comparação aos cabos convencionais.
Segundo especialistas ouvidos pela imprensa tecnológica, a cadeia de suprimentos de terras raras permanece concentrada na China, o que representa desafio adicional para ampliar a capacidade de fabricação. A disponibilidade de materiais e o custo são fatores que precisam ser neutralizados para viabilizar a adoção ampla.
Ampliação da rede de transmissão e parcerias
Fora do ambiente dos data centers, a Microsoft considera parcerias com empresas de energia para apoiar a construção de linhas de transmissão de longo alcance com HTS. A redução do espaço necessário para as linhas pode acelerar licenças e aprovações, além de diminuir custos.
A empresa mantém ainda interesse em colaborar com o setor de fusão nuclear, que demanda materiais similares. Em paralelo, a Microsoft firmou acordos com outras companhias para o desenvolvimento de projetos de geração de energia, incluindo plantas de fusão, sinalizando uma atuação integrada entre tecnologia de dados e infraestrutura energética.
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