- A Anvisa aprovou o registro do medicamento Sephience para o tratamento da fenilcetonúria.
- A doença é causada por deficiência da enzima hepática que converte fenilalanina em tirosina.
- O excesso de fenilalanina pode causar déficits neurocognitivos graves e deficiência intelectual irreversível; o medicamento ajuda a reduzir esse aminoácido.
- O diagnóstico precoce ocorre via triagem neonatal, oferecida pelo SUS pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal, com coleta entre o terceiro e o quinto dia de vida.
- A fenilcetonúria é detectada em aproximadamente 1 em cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil; alimentos com aspartame são proibidos para esses pacientes.
A Anvisa aprovou o registro do medicamento Sephience, destinado ao tratamento da fenilcetonúria. A decisão envolve pacientes pediátricos e adultos, no âmbito de proteção à saúde pública. O medicamento atua na quebra da fenilalanina.
A doença é de origem genética e decorre da deficiência da enzima hepática responsável pela conversão da fenilalanina em tirosina. A elevação desse aminoácido no sangue pode causar danos neurocognitivos graves e morte celular se não houver controle ao longo da vida.
A agência enfatiza que a fenilalanina é essencial, mas deve ser rigorosamente controlada em pacientes com fenilcetonúria. O tratamento adequado pode ampliar opções da dieta e melhorar qualidade de vida.
Contexto da fenilcetonúria
Dados do Ministério da Saúde indicam que a doença ocorre em aproximadamente 1 a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil. O diagnóstico precoce é feito pela triagem neonatal, com coleta entre o terceiro e o quinto dia de vida, após 48 horas de ingestão proteica.
O SUS oferece o exame por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal, em todo o território. Sem tratamento no primeiro mês, a enfermidade pode evoluir para atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual e odor característico na urina e no suor.
É fundamental que famílias verifiquem a presença de fenilalanina no rótulo de medicamentos e alimentos industrializados. Alimentos com adoçante aspartame na formulação são proibidos para pacientes com fenilcetonúria.
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