- O Google lançou o WebMCP, protocolo que permite que sites exponham funções estruturadas para agentes de IA, como parte da visão de uma web centrada em agentes, em conjunto com o Universal Commerce Protocol (UCP).
- Testes iniciais mostraram redução de cerca de 67% na sobrecarga computacional em comparação com interações visuais entre agente e navegador.
- O WebMCP oferece duas vias de integração: a API Declarativa, para ações padrão via formulários HTML com poucas alterações, e a API Imperativa, para lógica dinâmica em várias etapas, com o “Contrato de Ferramenta” descrito pelos sites.
- A iniciativa foi desenvolvida em colaboração entre Google e Microsoft, com a Microsoft coautora da especificação; espera-se suporte ao Edge, ainda sem cronograma. A padronização é acompanhada pelo grupo de Aprendizado de Máquina na Web (W3C).
- Os casos de uso abrangem suporte ao cliente, reservas de viagens e comércio eletrônico, permitindo que IA completem tarefas sem depender da extração de dados da tela.
O Google lançou o WebMCP, um protocolo que permite que sites exponham funções estruturadas diretamente para agentes de IA. A iniciativa ocorre após o anúncio do Universal Commerce Protocol (UCP) e sinaliza a criação de uma internet centrada em assistentes digitais, com objetivos que vão desde viagens a suporte ao cliente, sem depender da tela do usuário.
O WebMCP resolve a ineficiência de IA navegando em sites. Em vez de processar capturas de tela ou HTML bruto, os agentes podem chamar funções estruturadas por meio de uma API de navegador. Testes mostram redução de cerca de 67% na sobrecarga computacional em comparação com interações visuais.
How it works
O protocolo oferece duas formas de integração para desenvolvedores. A API Declarativa permite expor ações por meio de formulários HTML com alterações mínimas, acrescentando metadados como nome e descrição da ferramenta. A API Imperativa disponibiliza lógica em JavaScript para fluxos de várias etapas.
Sites publicam o que os engenheiros do Google chamam de “Contrato de Ferramenta”, um conjunto estruturado de funcionalidades que os agentes podem descobrir e invocar. Em vez de navegação por interfaces humanas, há uma especificação legível por máquina do que o site pode executar.
Casos de uso abrangem diversas categorias da web. Em suporte ao cliente, agentes podem preencher dados técnicos ao registrar chamados. Em viagens, podem pesquisar voos, filtrar resultados e realizar reservas com dados estruturados. No e-commerce, é possível navegar catálogos, configurar opções e concluir compras.
O projeto nasceu da colaboração entre engenheiros do Google e da Microsoft, o que aumenta a credibilidade para adoção em diferentes navegadores. A coautoria da especificação pela Microsoft sugere possível suporte no Edge, embora não haja cronograma divulgado.
Caminho para a padronização
A especificação está em incubação pelo grupo de Aprendizado de Máquina na Web do W3C, buscando apoio institucional para a padronização. Esse movimento segue o caminho de padrões da web anteriores, como WebAssembly e WebGPU, que fortaleceram interoperabilidade.
Alex Nahas, criador do WebMCP, descreve a inovação como uma integração direta ao MCP dentro da aba do navegador. Assim, não seria necessária infraestrutura de backend separada; sites anunciariam funcionalidades diretamente pelo navegador, com aprovação do usuário.
O WebMCP é apresentado como a segunda peça da visão do Google para uma web orientada a agentes. Juntamente com o UCP, anunciado em janeiro, a dupla visa padronizar a operação de IA em toda a internet, desde descoberta de produtos até suporte pós-venda.
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